Banca & Finanças Ulrich e Santos Silva dão passo para BPI perder maioria no BFA

Ulrich e Santos Silva dão passo para BPI perder maioria no BFA

A venda de 2% do BFA à Unitel vai ser discutida em futura assembleia-geral. A mesa já tem mandato da administração para marcar a reunião que vai ditar a solução do problema da exposição a Angola.
Ulrich e Santos Silva dão passo para BPI perder maioria no BFA
Paulo Duarte/Negócios
Diogo Cavaleiro 26 de outubro de 2016 às 17:22

A administração do Banco BPI deu mais um passo para que a instituição financeira perca a maioria do capital no Banco de Fomento Angola (BFA).

 

Esta quarta-feira, 26 de Outubro, o conselho de administração liderado por Artur Santos Silva e Fernando Ulrich decidiu pedir ao presidente da mesa da assembleia para que seja convocada uma reunião magna de accionistas.

 

O primeiro ponto a decidir nessa assembleia-geral, que a administração quer realizar, é a "a venda de 2% do capital social do BFA à Unitel ,SA, nos termos descritos no comunicado divulgado pelo Banco no passado dia 7 de Outubro".

 

O BFA é detido, em 50,1% pelo BPI, enquanto a Unitel, de Isabel dos Santos, tem o restante capital. O objectivo da proposta da equipa de Santos Silva e Fernando Ulrich é o que o banco português deixe de ter a maioria do capital e, por isso, deixe de ser a ele imputado o excesso de exposição a Angola, que o Banco Central Europeu lhe atribui.

 

A proposta avança depois do sim de Isabel dos Santos. Foi através desta proposta que Isabel dos Santos, que além de líder da Unitel é também presidente da Santoro, aceitou não bloquear a desblindagem de estatutos no BPI, uma condição essencial para que avançasse a oferta pública de aquisição do CaixaBank.

 

Na reunião da administração de hoje, no pedido para a convocação da assembleia-geral, é solicitado também que seja posto à consideração dos accionistas "um conjunto de ajustamentos estatutários respeitantes à designação e âmbito de actuação das comissões do conselho de administração", que não são especificados, e a ratificação dos novos administradores, em que dois representantes do CaixaBank ocupam as vagas deixadas por António Domingues, que foi para a CGD, e por Edgar Alves Ferreira, que se demitiu. 




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mais votado Anónimo 26.10.2016


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A MALTA DOS DIREITOS ADQUIRIDOS

É a malta dos direitos adquiridos a receber cada vez mais ao fim do mês...

e os restantes portugueses a receber cada vez menos, para sustentar essa gente!

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Anónimo 26.10.2016


O país das maravilhas (para alguns)
A FP continua com as 35 horas, salários altos e muitas outras benesses...

enquanto os privados trabalham 40, com salários muito mais baixos, e ainda tem que pagar impostos cada vez mais altos para sustentar a FP/CGA.

Anónimo 26.10.2016

Sejam de esquerda ou de direita, é um Banco com capitais privados !!!
Sejam de esquerda ou de direita, até à data de hoje, o BPI nunca teve problemas !!!
Sejam de esquerda ou de direita, não são comparáveis aos erros de gestão do BPN, BANIF, BCP, etc, etc ....

Anónimo 26.10.2016


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