Banca & Finanças Ulrich diz que Deutsche Bank não é comparável ao caso Lehman Brothers

Ulrich diz que Deutsche Bank não é comparável ao caso Lehman Brothers

O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, minimizou o impacto que a situação vivida no Deutsche Bank possa ter sobre a banca portuguesa, afastando esta crise do colapso do Lehman Brothers em 2008.
Ulrich diz que Deutsche Bank não é comparável ao caso Lehman Brothers
Miguel Baltazar
Lusa 03 de Outubro de 2016 às 21:29

"Há uns meses o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que o Deutsche Bank era o banco que tinha potencialmente mais risco sistémico a nível internacional. Se o FMI disse isso, claro que é uma preocupação. Mas, directamente para o BPI, não é uma preocupação, temos pouca exposição", afirmou Ulrich aos jornalistas à margem de um evento em Lisboa.

 

"Claro que é preocupante que o maior banco da principal potência europeia esteja, pelo menos, sob os holofotes. Eu não conheço a situação em detalhe do Deutsche Bank, pelo que seria incorrecto e desagradável estar a fazer comentários específicos sobre o Deutsche Bank mas, obviamente é um grande banco e um dos maiores bancos de investimento do mundo e o maior da Alemanha, pelo que é uma situação importante e deve ser seguida com cuidado", sublinhou.

 

Questionado sobre se a crise que vive o Deutsche Bank pode ser comparada à do Lehman Brothers, Ulrich considerou que não. "Estou certo que não por uma razão: a percepção que eu tenho é que o Deutsche Bank é bastante melhor do que o Lehman Brothers e, portanto, não é uma situação comparável. Mas, além disso, desde o Lehman Brothers até agora, todos aprendemos muito. Os accionistas de bancos aprenderam, os gestores de bancos aprenderam, os auditores aprenderam e os supervisores aprenderam", destacou.

 

E acrescentou: "Todos os atores do sistema financeiro aprenderam muito e, se aprenderam muito, isso tem que servir para alguma coisa, nomeadamente, para gerir uma situação que seja grave".

 

Segundo o gestor, "em qualquer caso, nunca será comparável ao tempo do Lehman, porque então houve também um efeito de surpresa. Houve a implosão de uma instituição e teve que ser tudo tratado em ambiente de crise e de emergência. Hoje em dia não há nenhuma necessidade disso. Os instrumentos que os supervisores têm são muito mais potentes do que os que existiam naquela altura".




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comentários mais recentes
Cristina Lopes 04.10.2016

Eu já não consigo acreditar em nenhum banco.

Elisiário AB 04.10.2016

Quando Ulrich fala um burro zurra!

Rui Jamp 04.10.2016

ui... se ele diz que não, é porque é...

Jerónimo Alves Lourenço 04.10.2016

Vamos ver se não é.

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