Tecnologias Um quarto das empresas portuguesas alvo de ataques cibernéticos

Um quarto das empresas portuguesas alvo de ataques cibernéticos

Os ataques cibernéticos atingiram 25% das empresas portuguesas no último ano, considerando que apenas 31% das empresas em Portugal revela ter conhecimento completo sobre este tipo de riscos, indica um estudo da consultora Marsh.
Um quarto das empresas portuguesas alvo de ataques cibernéticos
Lusa 02 de Novembro de 2016 às 08:36

De acordo com o estudo intitulado "Continental European Cyber Risk Survey: 2016 Report", ao qual a Lusa teve acesso, 25% das empresas em Portugal inquiridas pelo estudo admitiram ter sido alvo de um ataque cibernético nos últimos 12 meses, e 38% identifica o risco cibernético como o principal dos seus riscos corporativos.

 

Apesar de 53% destas empresas terem identificado que um cenário de perda cibernética pode afectá-las directamente, 55% diz não ter estimado o impacto financeiro no caso de um ataque cibernético, indica a análise da empresa, especializada em corretagem de seguros e em consultoria de riscos.

 

Quando questionadas sobre qual a maior ameaça, no caso de uma perda cibernética, 60% das empresas em Portugal destaca a "interrupção do negócio".

 

Relativamente ao tipo de ameaças, as empresas inquiridas destacam três: 'hackers' (33%), erros operacionais (27%) e ameaça interna (18%).

 

Ainda segundo análise da consultora, 52% das empresas portuguesas não estabeleceu um plano de acesso a um fundo de financiamento adequado, sendo que apenas 14% admitiu já ter subscrito um seguro de cibercrime.

 

A análise concluiu também que 76% das empresas nacionais identifica o departamento de tecnologia de informação (IT) como responsável pela revisão e gestão dos riscos cibernéticos.

 

O estudo, de âmbito europeu, teve como principal objectivo perceber o nível de conhecimento das empresas relativamente aos riscos cibernéticos e quais as suas reacções, bem como processos em curso para responder a esta ameaça.

 

Ao nível europeu, 69% das empresas inquiridas acreditam estar mais expostas ao risco das ameaças associadas a erros operacionais e humanos, incluindo a possibilidade de perder dispositivos móveis, que possam comprometer dados importantes e 24% identificou a "interrupção do negócio" como o pior cenário de perda associado ao risco cibernético.

 

A amostra é composta por 700 empresas europeias, das quais 60 são portuguesas.

 




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