Banca & Finanças União das Misericórdias aberta a entrar no Montepio mas quer banco social

União das Misericórdias aberta a entrar no Montepio mas quer banco social

"Vemos interesse num banco de economia social. Estamos abertos a conversar, com certeza", afirmou Manuel Lemos.
União das Misericórdias aberta a entrar no Montepio mas quer banco social
Lusa 03 de julho de 2017 às 17:25

O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, admitiu hoje estar aberto a entrar no capital do Montepio, mas não quer "por o carro à frente dos bois" e é preciso que se torne num banco de economia social.

 

Após uma audiência, no Palácio de Belém, em Lisboa, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em que o 'dossier' Montepio não foi analisado, Manuel Lemos disse que já teve contactos, há cerca de duas semanas, com Pedro Santana Lopes, da Misericórdia de Lisboa, sobre o assunto.

 

"Vemos interesse num banco de economia social. Estamos abertos a conversar, com certeza", afirmou, evitando dar muitos pormenores sobre os prazos em que poderá existir uma decisão sobre este assunto.

 

Manuel Lemos disse que as Misericórdias preferem "fazer as coisas com calma e em estreita cooperação com todas as entidades", incluindo a direcção do Montepio.

 

Estas declarações do responsável da União das Misericórdias Portuguesas surgem três dias depois de ter sido assinado, na sexta-feira, um memorando de entendimento entre a Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) que possibilita a participação da Santa Casa no capital do banco da associação.

 

Lemos defende que à União das Misericórdias interessa um "banco de economia social", que "apoie as Pequenas e Médias Empresas (PME), instituições de economia social e pessoas que precisam de pequenos empréstimos".

 

"Falamos de um banco de economia social. O Montepio pode ser instrumento. Vamos ver como é", resumiu.

 

Também na sexta-feira, a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) informou ter realizado um aumento do seu capital institucional, no valor de 250 milhões de euros, integralmente realizado pelo Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM).

 

No final de Março, o ministro Vieira da Silva disse que o Governo vê com "simpatia e naturalidade" a eventual entrada da SCML e de outras instituições da área social no capital da Caixa Económica Montepio Geral.

 

Depois, em Maio, o provedor da SCML, Pedro Santana Lopes, disse que teria uma decisão fundamentada sobre uma eventual entrada no capital da Caixa Económica Montepio Geral até ao final de Junho.  

 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub