Energia União Europeia falha objectivos de eficiência no consumo de energia

União Europeia falha objectivos de eficiência no consumo de energia

Os valores revelados pelo Eurostat mostram que em 2016 os países comunitários ficaram 4% e 2% acima das metas traçadas para 2020. Numa década, Portugal baixou o consumo energético em 11,2%, acima da média europeia.
União Europeia falha objectivos de eficiência no consumo de energia
António Larguesa 05 de fevereiro de 2018 às 11:19

A União Europeia (UE) continua a consumir mais energia do que devia, com os valores registados pelo Eurostat relativos ao ano de 2016 a ficarem ainda acima dos objectivos de eficiência que foram traçados para 2020.

 

No que toca ao consumo de energia primária, que mede a procura total de energia, depois do mínimo registado em 2014, o valor voltou a aumentar pelo segundo ano consecutivo, para um total de 1.543 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtoe), o que aumentou para 4% o diferencial em relação ao alvo traçado.

 

A disparidade para o objectivo definido para o final desta década baixa para os 2% quando é avaliado o consumo de energia pelos utilizadores finais – ou seja, excluindo aquela que é usada pelo próprio sector da energia. Ainda assim, os 1.108 Mtoe consumidos em 2016 significam que a UE volta a "furar" a meta, uma vez que nos dois anos anteriores tinha ficado abaixo do limiar de eficiência (1.086 Mtoe).

 

A nota divulgada pelo Eurostat esta segunda-feira, 5 de Fevereiro, mostra ainda que o chamado consumo interno bruto de energia – reflecte as quantidades de energia necessárias para satisfazer o consumo interno dentro dos limites de um determinado território – totalizou 1.641 Mtoe no espaço comunitário, com alemães e franceses a serem os mais gastadores. Numa década este valor baixou quase 11%.

 

Aliás, entre 2006 e 2016, apenas dois países da UE a 26 aumentaram o consumo energético: a Estónia (13,4%) e a Polónia (3,2%). Neste período, Portugal registou uma descida de 11,2%, ligeiramente acima da média comunitária. Porém, as maiores quebras no consumo, acima dos 20%, foram alcançadas pela Grécia, Malta e Roménia.




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comentários mais recentes
Dono dos Burros Há 2 semanas

Cada dia que passa fico mais irritado com estes FdaP preocupados com o "ambiente". Papas e bolos para tolos. Preocupem-se com os ladrões que roubam à descarada no Bancos e continuam protegidos pelo Estado. O deficit tarifária cada vez aumenta mais devido às verduras do Mexia

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