Aviação United consegue resultados acima do previsto mas tem de fazer mais pelos passageiros

United consegue resultados acima do previsto mas tem de fazer mais pelos passageiros

O presidente executivo da United Airlines voltou a assumir erros na conduta da companhia aérea. O incidente da semana passada rouba o protagonismo aos resultados, melhores do que o previsto.
United consegue resultados acima do previsto mas tem de fazer mais pelos passageiros
Diogo Cavaleiro 18 de abril de 2017 às 09:02

A United Airlines apresentou resultados acima do esperado pelos analistas mas "é óbvio" que tem um problema pela frente: mostrar aos passageiros que é capaz de um serviço melhor.

 

"Com base nas recentes experiências, é óbvio que temos de fazer um muito melhor trabalho no serviço aos nossos clientes", indica o presidente executivo da companhia aérea americana, Oscar Munoz, citado na nota de apresentação de resultados do primeiro trimestre.

 

As palavras do líder da United prendem-se com o incidente que ocorreu no voo 3411, em que um passageiro foi arrastado pela polícia dentro do avião depois de se ter recusado a abandoná-lo a pedido da companhia aérea. Em causa estava o excesso de lotação do aparelho ("overbooking"). "Assumo toda a responsabilidade", disse o presidente da empresa esta segunda-feira, após o fecho de mercados. 

 

"Este será um momento decisivo para a nossa empresa e estamos determinados, mais do que nunca, a colocar os clientes no centro de tudo o que fazemos", continua Munoz, citado no mesmo comunicado.

 

Na semana passada, o líder da United já tinha apresentado as desculpas depois de toda a polémica em torno do vídeo a mostrar a polícia a arrastar o passageiro: "Apresento as minhas desculpas mais sinceras ao passageiro que foi desembarcado brutalmente do avião. Ninguém dever ser tratado daquela maneira".

 

O incidente, que teve implicações negativas na evolução bolsista da United, ganhou protagonismo aos resultados, apesar de estes até terem superado o estimado pelos analistas.

 

Os resultados líquidos ajustados da companhia aérea com sede em Chicago foram de 41 cêntimos por acção, superando os 38 cêntimos estimados pelos analistas compilados pela agência Bloomberg. Apesar de acima do estimado, o número representa uma quebra face a 1,23 dólares registado um ano antes. As receitas também superaram o previsto.




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