Empresas Vai haver mais dinheiro para as empresas em 2018?

Vai haver mais dinheiro para as empresas em 2018?

A aceleração na execução dos fundos comunitários vai sentir-se “de forma mais vincada em 2018”, promete o Governo, que assumiu o objectivo de atingir os 2 mil milhões de pagamentos às empresas até final do ano.
Vai haver mais dinheiro para as empresas em 2018?
Miguel Baltazar
Maria João Babo 29 de dezembro de 2017 às 09:00
O Governo prometeu manter em 2018 um ritmo elevado de execução de projectos das empresas e de pagamentos dos fundos europeus. Comprometeu-se ainda com o lançamento de várias linhas de financiamento assim como a implementar um plano de aceleração dos projectos de investimento público.

Depois de 2017 ter sido um ano recorde face a todos os quadros comunitários, o Executivo garante que a aceleração registada na execução dos fundos europeus "sentir-se-á de forma mais vincada em 2018". É que, "tendo em conta a carteira de projectos aprovados nas áreas de investigação e desenvolvimento, inovação e internacionalização, o nível de execução actual e a dinâmica recente de crescimento económico", prevê que tenham lugar cerca de 1,2 mil milhões de euros de investimentos. Um nível de realização de projectos que permitirá atingir pagamentos de incentivos às empresas de 2 mil milhões de euros em Dezembro de 2018.

Até ao final de 2017, o Governo assumiu o compromisso de realizar pagamentos de mais de 1.250 milhões às empresas. Ao Negócios, fonte do Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas salientou que "tendo em conta a quantidade de projectos aprovados em 2017 – com 3,8 mil milhões de euros de apoio dos fundos europeus – é expectável que, em 2018 e 2019, se mantenha um elevado ritmo de execução, assim como de pagamentos dos fundos europeus".

Este ano foram apresentados 30 mil projectos de investimento, que totalizam 19 mil milhões de investimento proposto, disse a mesma fonte do gabinete de Pedro Marques, acrescentando que até Novembro foram aprovados 11.300 projectos, com um investimento global de 7,2 mil milhões euros. Neste momento, estão no terreno 7.500 projectos de investimento, adiantou a mesma fonte.

Também no próximo ano o Ministério da Economia vai lançar várias linhas de financiamento, designadamente destinadas a pequenas e médias empresas e a exportadoras. De acordo com o Orçamento do Estado para o próximo ano, em 2018 vai ser disponibilizado um total de 2.600 milhões de euros para o financiamento das companhias nacionais. São mais 300 milhões de euros para apoiar as empresas portuguesas do que em 2017. Entre estas linhas conta-se a Capitalizar Exportação, com 600 milhões de euros, para oferecer "condições mais vantajosas com vista à promoção da internacionalização das empresas portuguesas".

Do lado do investimento público, o Executivo prevê uma aceleração dos 17,9% em 2017 para 40,4% em 2018, atingindo os 4.525,5 milhões de euros .

Os apoios

O Executivo promete manter o ritmo da execução dos fundos comunitários, acelerar o investimento público e avançar com mais apoios a PME.

Portugal 2020
O objectivo é manter o ritmo médio de aprovação de projectos para as empresas. Tendo em conta os projectos aprovados, prevê-se a implementação de cerca de 1,2 mil milhões de euros de investimento no próximo ano. Os pagamentos de incentivos às empresas deverão chegar a dois mil milhões no final de 2018.

Linhas de financiamento
O Ministério da Economia vai lançar várias linhas de financiamento em 2018. No próximo ano o Governo vai disponibilizar um total de 2.600 milhões para apoiar as empresas, mais 300 milhões do que em 2017. Vai ser lançada a Linha Capitalizar Exportação, com 600 milhões de euros, destinada a oferecer "condições mais vantajosas com vista à promoção da internacionalização das empresas portuguesas". Entre outros instrumentos, estão também reservados 400 milhões de euros para a Linha Capitalizar Mid Cap para "financiar investimentos de empresas de média dimensão".

Investimento público
Está previsto que o investimento público acelere de 17,9% em 2017 para 40,4% em 2018, ultrapassando os 4,5 mil milhões de euros. Educação, saúde, infra-estruturas e transportes são áreas em que o Executivo quer acelerar a execução de projectos.

 




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mais votado Anónimo 29.12.2017

O investimento relacionado com a economia portuguesa, maioritariamente estrangeiro mas também de origem nacional, deslocou-se para a especulação com a dívida uma vez que a mentira de Centeno pegou. Agora, as mais-valias com a dívida vão realizar-se mas o novo investimento aqui direccionado vai mudar-se para as economias que, indo ao revés da fantasia enganosa de Centeno, fizeram e continuam a fazer reformas sérias e oportunas com vista à flexibilização, modernização e liberalização dos mercados de factores e de bens e serviços de modo a poderem optimizar a criação de valor nessas economias de forma justa e sustentável. Poortugal das esquerdas unidas resume-se a uma grande oportunidade de cariz especulativo com a dívida da República Portuguesa, o bitcoin das dívidas soberanas. Cuidado quando os especuladores começarem a despejar quer o bitcon quer os títulos da dívida portuguesa.

comentários mais recentes
Os Afetos podem ser um Perigo 30.12.2017

O Maior Problema da Sociedade são os Média, os Líderes de Opinião, isso foi revelado com as análises feitas a este Governo, que não percebendo nada de nada, mas atrofiam a sociedade com análises de interesses de Grupo, que a Comunicação Social lhes dá Audiência.

Invicta 29.12.2017

Ouvi dizer, que o Costa descobriu a árvore das patacas, no quintal. Será?

Anónimo 29.12.2017

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros. Agora, sem fazer nada disto e sem obedecer a estas regras económicas, também se pode decretar salário de 2000 para os 200. Enquanto der.

Anónimo 29.12.2017

O investimento relacionado com a economia portuguesa, maioritariamente estrangeiro mas também de origem nacional, deslocou-se para a especulação com a dívida uma vez que a mentira de Centeno pegou. Agora, as mais-valias com a dívida vão realizar-se mas o novo investimento aqui direccionado vai mudar-se para as economias que, indo ao revés da fantasia enganosa de Centeno, fizeram e continuam a fazer reformas sérias e oportunas com vista à flexibilização, modernização e liberalização dos mercados de factores e de bens e serviços de modo a poderem optimizar a criação de valor nessas economias de forma justa e sustentável. Poortugal das esquerdas unidas resume-se a uma grande oportunidade de cariz especulativo com a dívida da República Portuguesa, o bitcoin das dívidas soberanas. Cuidado quando os especuladores começarem a despejar quer o bitcon quer os títulos da dívida portuguesa.

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