Banca & Finanças Venda da Artlant concluída: fábrica já pertence a tailandeses

Venda da Artlant concluída: fábrica já pertence a tailandeses

A Indorama Ventures pagou 28 milhões de euros pelos activos da Artlant. São seus desde a semana passada. O dinheiro fica na massa insolvente, sendo que a CGD tem prioridade no reembolso.
Venda da Artlant concluída: fábrica já pertence a tailandeses
Diogo Cavaleiro 04 de dezembro de 2017 às 14:17

Os activos da Artlant, a fábrica petroquímica que a Caixa Geral de Depósitos tinha em Sines, foram alienados aos tailandeses da Indorama. A operação, concretizada por 28 milhões de euros, ficou concluída no final do mês passado.

 

"A Indorama tem o prazer de informar que completou todas as formalidades de conclusão do negócio e tomou posse dos dois activos a 29 de Novembro de 2017", revela uma nota colocada no site do grupo de Banguecoque.

 

Segundo anunciado a 9 de Novembro, a Indorama Ventures pagou 28 milhões de euros pelos activos da Artlant, tendo também adquirido a Artelia Ambiente à Veolia. Do ponto de vista jurídico, a MLGTS assessorou a compradora tailandesa, sendo que a Cuatrecasas deu o apoio à Veolia. Já a Linklaters prestou serviço à CGD, segundo o Eco. 

 

Os 28 milhões – três milhões acima do preço mínimo definido – vão para a massa insolvente da Artlant, que continuará o seu processo de falência. A Caixa Geral de Depósitos, que controlava a empresa por conta da dívida a si reconhecida (584 milhões, praticamente garantidos, dos 760 milhões de euros de dívida total da Artlant), tem prioridade no reembolso. Foi o banco público que encabeçou as negociações para a transacção. 

 

No balanço da CGD, todo o valor está reconhecido como perdido, através de imparidades que foram sendo constituídas ao longo dos últimos anos. Não se sabe quando é que o valor a que o banco público encabeçado por Paulo Macedo tem direito entrará nas contas da instituição.

 

Após a venda dos activos por parte da massa insolvente, o grupo tailandês pretende um investimento, que se coloca, numa primeira fase, em torno dos 120 milhões de euros, para reactivar a unidade industrial que fabrica ácido tereftálico purificado (PTA), matéria-prima do politereftalato de etileno (PET), com uso nas embalagens e no têxtil.


(Notícia corrigida às 15:10: as assessorias jurídicas estavam, numa primeira versão, trocadas, o que foi entretanto corrigido)




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