Construção Venda de participações agrava prejuízos da SDC Investimentos

Venda de participações agrava prejuízos da SDC Investimentos

As actividades descontinuadas, com um impacto de 13,4 milhões de euros, empurraram o resultado negativo da holding para mais de 15 milhões de prejuízos até Junho.
Venda de participações agrava prejuízos da SDC Investimentos
Cátia Barbosa/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 09 de agosto de 2017 às 18:46
A venda de participações da SDC Investimentos no primeiro semestre do ano penalizou as contas da holding, levando o resultado negativo a aprofundar-se para 15,66 milhões de euros, contra 581 mil euros de prejuízos um ano antes.

A justificação para este agravamento é apresentada pela empresa no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta quarta-feira, 9 de Agosto.

Além da venda das participações detidas nas operadoras das concessões das auto-estradas Beira Interior e Transmontana, entram nas contas deste trimestre as alienações das subsidiárias da área das energias renováveis, concretizadas em Abril, especifica a companhia.

As transacções, que significaram 13,4 milhões de euros em actividades descontinuadas, embora penalizado o resultado líquido tiveram impacto positivo no valor dos capitais próprios consolidados, que se reduziram de 105,2 milhões de euros negativos para 84,9 milhões negativos no espaço de seis meses.

A cair esteve ainda a dívida financeira bruta, que passou de 190,3 milhões de euros no final do ano passado para 147 milhões de euros no fim de Junho.

"Para esta diminuição concorreram as amortizações efetivas de dívida realizadas nomeadamente através de dação de ativos e a alienação das participadas da área das energias renováveis," concretiza a empresa.

O volume de negócios mais do que quadruplicou, para 4,76 milhões de euros, sobretudo graças ao segmento imobiliário, tendo os rendimentos e ganhos operacionais visto o seu valor multiplicado por nove, para 9,95 milhões de euros. A contribuir para este capítulo estão os outros ganhos operacionais, que totalizaram 5,185 milhões de euros, em grande parte resultantes de desreconhecimento de saldos passivos, em "resultado de write-off de passivos na subsidiária dos Estados Unidos no âmbito do desfecho de processos legais, alvos de negociações nos últimos anos".

A SDC Investimentos foi alvo de uma OPA lançada pela Investéder e que arrancou a 15 de Maio. Durante a OPA a Investéder comprou 58,17% da companhia, a que acresceram 15,47% em operações feitas em bolsa, num total de 73,64%. A 21 de Junho, a empresa dos gestores António Castro Henriques (na foto) e Pedro Gonçalo Santos, passou a deter 75,261% da SDC Investimentos.

A 10 de Julho, a CMVM comunicou ao mercado que estes dois gestores não serão obrigados a lançar uma nova oferta pública de aquisição sobre a empresa, viabilizando o pedido de derrogação do dever de lançamento da OPA após a operação inicial.



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