Automóvel Vendas de carros em máximos de nove anos

Vendas de carros em máximos de nove anos

O ano passado foi o terceiro consecutivo de crescimento para o sector automóvel europeu, depois de em 2013 ter atingido mínimos de duas décadas perante as consequências da crise económica e financeira.
Vendas de carros em máximos de nove anos
Negócios com Bloomberg 17 de janeiro de 2017 às 07:56

A venda de automóveis na Europa atingiu no ano passado o valor mais elevado em nove anos, regressando a valores próximos aos do início da crise económica e financeira internacional, com um aumento de 6,5% para 15,1 milhões de veículos.

De acordo com os números divulgados esta terça-feira, 17 de Janeiro, pela Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis (ACEA na sigla em inglês), a francesa Renault esteve entre as que mais beneficiaram, com um disparo de 12% nas vendas, passando a segunda fabricante com mais transacções.

É o terceiro ano consecutivo de crescimento na actividade comercial do sector automóvel europeu, depois de em 2013 ter atingido mínimos de duas décadas na sequência das consequências da grande recessão.

Os analistas esperam que o crescimento do sector no futuro venha, no entanto, a abrandar, não só porque o parque automóvel foi entretanto recentemente renovado, mas também devido à possibilidade de degradação da procura no Reino Unido – o segundo maior mercado europeu, na sequência do Brexit.

"O envolvimento económico permanece favorável, com uma retoma generalizada a ser acompanhada de baixa inflação, criação de empregos e aumento de salários," considerou à Bloomberg o analista Ian Fletcher, da IHS Markit.

Apesar da redução da procura, a alemã Volkswagen lidera em número de viaturas vendidas, seguida do grupo Renault e da PSA-Peugeot Citroën. A maior subida chegou também da Alemanha, com a Mercedes Benz a disparar 16% no último mês do ano, enquanto a Fiat e a Renault aceleraram 14%.

O mercado alemão cresceu 4,5% no ano passado, o britânico 2,3%, enquanto em Espanha as vendas subiram 11%. As vendas no Reino Unido deverão recuar cerca de 5% este ano, penalizadas pela queda da libra, estima a consultora LMC Automotive.




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