Banca & Finanças Vice de Merkel ataca gestão do Deutsche Bank. "Não sei se ria ou se chore"

Vice de Merkel ataca gestão do Deutsche Bank. "Não sei se ria ou se chore"

O CEO do Deutsche Bank afirmou que os mínimos históricos vividos pelo banco na bolsa devem-se à especulação. O vice-chanceler, ministro da Economia, não gostou do que ouviu porque diz que o banco viveu, precisamente, da especulação.
Vice de Merkel ataca gestão do Deutsche Bank. "Não sei se ria ou se chore"
Reuters
Diogo Cavaleiro 03 de Outubro de 2016 às 07:59

O vice de Angela Merkel na Alemanha atacou a gestão do Deutsche Bank. Sigmar Gabriel, ministro da Economia, defende que não faz sentido que quem viveu da especulação agora se queixe dela. 

 

"Não sei se ria ou se chore com o facto de o banco que teve um modelo de negócio baseado na especulação diga, agora, que é vítima de especulação", indicou Sigmar Gabriel, o vice-chanceler de Merkel, numa viagem de avião para o Iraque, citado pela Reuters e pela Bloomberg.

Gabriel referia-se à declaração enviada aos trabalhadores pelo CEO do banco na sexta-feira passada. Aí, John Cryan dizia que o banco estava a ser alvo de "especulação" e vítima de uma "percepção distorcida". "Há forças no mercado que querem minar a confiança", indicou o responsável pelo maior banco germânico. As acções do Deutsche Bank têm tocado em valores nunca antes vistos. 

 

Para o vice de Merkel, que é ministro da Economia e o líder do partido mais pequeno da coligação que governa a Alemanha (os social-democratas do SPD), há uma preocupação: o eventual impacto nos postos de trabalho já que, como sublinha a Bloomberg, cerca de metade dos 101.000 empregos do Deutsche Bank são no país de origem.

 

O Deutsche Bank tem estado no centro das atenções mediáticas e também no foco de tensão política: Merkel teve uma posição dura no que diz respeito a injecções de capital consideradas auxílios do Estado noutros países da Zona Euro, o que dificulta uma intervenção pública no banco alemão. A Europa, pela voz do líder do Eurogrupo Jeroen Dijsselbloem, também já o afirmou. Aliás, a forma como a Alemanha lidar com este caso poderá ser um sinal para Portugal, que ainda tem a venda do Novo Banco por resolver.

 

Tudo começou com a notícia de que a justiça americana queria impor uma multa de 14 mil milhões de dólares ao Deutsche Bank por irregularidades na negociação de instrumentos associados a hipotecas. O impacto na solidez do banco germânico motivou as preocupações dos investidores. 




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mais votado Anónimo 03.10.2016

Está a provar do seu próprio veneno.
Vamos ver se não morre.

comentários mais recentes
Anónimo 03.10.2016

Olhem esta que tambem nos acenta que nem uma luva,DIZ O DITADO:QUEM NAO REMENDA O TELHADO EM TEMPO SECO,TERA DE O FAZER EM TEMPO DE CHUVA.No nosso caso nem no tempo seco.nem molhado:de verao cagam la os passarinhos e de inverno mete-se la um penico.

Dificilmente se comprende que as banca mundial se 03.10.2016

tenha sobreposto a governos e politicos. A única explicação é a de os politicos a terem deliberadamente facilitado, por omissão, por medo, ou até por chantagem do poder financeiro sobre eles.

Anselmo Gomes 03.10.2016

Realmente...é preciso ter uma grande "lata".

Catarina Monteiro 03.10.2016

Jorge Monteiro

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