Banca & Finanças Vieira da Silva pediu à Santa Casa que participasse no Montepio

Vieira da Silva pediu à Santa Casa que participasse no Montepio

O jornal Expresso revela uma acta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) de uma reunião na qual Santana Lopes, então provedor, revela a "intenção do Governo" da instituição participar na reestruturação do Montepio.
Vieira da Silva pediu à Santa Casa que participasse no Montepio
Negócios 23 de dezembro de 2017 às 11:13
Pedro Santana Lopes, ainda provedor da Santa Casa da Misericórdia de LIsboa (SCML), revelou numa reunião da instituição, realizada a 31 de Março, que foi Vieira da Silva que lhe transmitiu "a intenção do Governo" para a entidade entrar no processo de reestruturação do Montepio.

Santana lopes, segundo releva a acta da reunião divulgada pelo Expresso, informou a sua equipa de que "na última reunião havida com a tutela foi transmitida por Sua Excelência o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, dr. José Vieira da Silva, a intenção do Governo em que a SCML participe no processo de reestruturação do Montepio Geral". 

Foi no decurso deste "empurrão" que a SCML decide fazer um estudo ao processo. Santana Lopes pôs como condição a realização de estudos independentes à Caixa Económica, também também à Associação Mutualista.

Santana Lopes já nos últimos dias tinha declarado que o processo "nasceu, julgo até também do Banco de Portugal, do Montepio, de conversas de um projecto talvez do Montepio. À Santa Casa só podia ser uma entidade a propor, a tutela da Santa Casa é o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social".

Em Junho, ainda quando Santana era provedor, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assinou um memorando de entendimento com a Montepio Geral – Associação Mutualista que previa um eventual investimento na Caixa Económica Montepio Geral. O dossiê passou para o vice-provedor, Edmundo Martinho, que subiu a provedor quando o primeiro se candidatou à liderança social-democrata. Neste final do ano, Edmundo Martinho já assumiu que a Santa Casa deverá ter, a concretizar-se o negócio, uma posição de até 10% do capital, ainda que querendo assegurar uma participação na gestão executiva do Montepio.

Contudo, ainda não há decisão final, o que também foi já referido pelo primeiro-ministro António Costa. E pelo próprio Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O Expresso diz que Marcelo chegou numa primeira fase a incentivar a Santa Casa para avançar, mas entretanto o entusiamo terá esfriado. E já esta semana, Marcelo Rebelo de Sousa disse não ter de intervir sobre "uma realidade que não existe. Não existe enquanto decisão", por isso, "não há problema". 

Uma declaração feita depois de o primeiro-ministro ter mencionado que não havia ainda qualquer decisão. "A auditoria continua, não está concluída e continua a não estar tomada qualquer decisão", assegurou António Costa no Parlamento, num momento em que a direita parlamentar, sobretudo, tem pedido esclarecimentos adicionais sobre a matéria.




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