Banca & Finanças Vieira Monteiro: Integração do Popular em Portugal será "grande desafio"

Vieira Monteiro: Integração do Popular em Portugal será "grande desafio"

O presidente do Santander Totta enviou hoje uma mensagem aos trabalhadores em que considerou que a integração do Banco Popular Portugal será "um grande desafio" e garantiu que "serão criadas as melhores condições de acolhimento" para os 1.000 novos funcionários.
Vieira Monteiro: Integração do Popular em Portugal será "grande desafio"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 07 de junho de 2017 às 12:44

Na comunicação interna a que a Lusa teve acesso, António Vieira Monteiro afirmou que a compra, em Espanha, do Banco Popular pelo Santander é "mais uma manifestação da solidez do Grupo Santander", mas considerou que "representa também um grande desafio no que respeita ao Santander Totta", pedindo então aos trabalhadores do banco ajuda nesta nova fase da instituição.

 

"Para o enfrentar conto com a colaboração de todos vós para respondermos às necessidades dos nossos novos clientes e darmos o nosso contributo ao sistema financeiro e à economia portuguesa", disse.

 

O gestor explicou que "seguir-se-ão agora os necessários procedimentos para a integração jurídica do Banco Popular" e, sobre os trabalhadores que o Santander também integrará, afirmou estar certo de que os funcionários actuais do Santander Totta criarão "as melhores condições de acolhimento para os novos colaboradores".

 

O Santander Totta já tinha adquirido, em Dezembro de 2015, parte da actividade bancária do Banif, na sequência da resolução deste banco, tendo integrado cerca de 1.100 trabalhadores do banco do Funchal ligados à rede comercial e às operações da Madeira e dos Açores.

 

Houve ainda cerca de 400 trabalhadores do ex-Banif que ficaram na sociedade-veículo Oitante, que ficou com parte dos activos do Banif que o Totta não quis comprar.

 

O Santander Totta banco tinha, no final de 2016, cerca de 6.500 trabalhadores (incluindo aqueles com que ficou do Banif).

 

O Banco Santander Totta vai incorporar o Banco Popular Portugal, depois de hoje ter sido conhecido que o espanhol Santander vai adquirir 100% de Banco Popular por um euro, após o Banco Central Europeu ter constatado a inviabilidade da instituição de forma independente.

 

Em comunicados separados, o Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB) espanhol e o próprio Santander indicaram que a compra ocorre depois de um processo competitivo de venda organizado "no âmbito de uma medida de resolução", adoptado pelo Conselho Único de Resolução europeu e executado pelo FROB.

 

Com esta decisão, disseram, está garantida a "a segurança dos depositantes do Banco Popular e a ausência de impacto para as finanças públicas" espanholas.

 

Para permitir a compra, o Conselho de Administração do Banco Santander irá aprovar um aumento de capital de 7 mil milhões de euros, que garantirão o capital e as provisões necessários para que o Banco Popular possa operar com normalidade.

 

Quanto à operação em Portugal, o português Santander Totta anunciou já hoje que passa a deter uma quota de mercado de cerca de 17%, tornando-se no maior banco privado português em termos de activos e de crédito e um dos maiores em termos de recursos.

 

Nos últimos anos, o Banco Popular Portugal passou por vários processos de reestruturação, incluindo saídas de pessoas.

 

Já em Novembro de 2016, foi anunciado que o Banco Popular Portugal ia reduzir 295 trabalhadores e fechar 47 agências e segundo informações dadas à Lusa por fontes sindicais as saídas de pessoal aconteceram.

 

Contudo, a instituição não deu mais novidades sobre como foi concluído o processo. Já este ano, foi também conhecido que o Banco Popular Portugal passou a sucursal do Popular Espanha.

 

 




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comentários mais recentes
Anónimo 07.06.2017

Integração? A rede de Balcões do Popular é redundante com a do Santandertotta, vai ser muito difícil não despedir os 1000 funcionários do Popular.

Anónimo 07.06.2017

A intervenção do Santander foi por razões de interesse público? Papou o Banif, ao publicar notícias falsas na TVI e no dia seguinte encaixou mais-valias de quase 500 milhões. Um negócio destes não devia ter ido para estrangeiros! Agora papa o Popular onde a lista de compradores só estão espanhóis...

Anónimo 07.06.2017

Portugal não pode destruir a sua independencia economica.

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