Vinho Vinhos de Lisboa poupam 15% nos selos de garantia

Vinhos de Lisboa poupam 15% nos selos de garantia

Os perto de 100 produtores engarrafadores da região vão pagar menos pela certificação em 2017. Vasco dAvillez justifica devolução "para que possam investir no desenvolvimento das suas empresas".
Vinhos de Lisboa poupam 15% nos selos de garantia
António Larguesa 18 de janeiro de 2017 às 17:49

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) reduziu em 15% o custo de aquisição do selo de garantia com o objectivo de "incentivar os produtores a aumentarem a quantidade de vinho certificado" e "devolver-lhes directamente uma verba para que possam investi-la no desenvolvimento das suas empresas".


Ao Negócios, o presidente, Vasco d’Avillez, detalhou que esta medida é aplicada a todas as capacidades. No caso de uma garrafa de 0,75cl, a mais comum no mercado, o custo unitário baixa de 0,02 euros para 0,017 euros. Ou seja, aos cerca de 100 produtores (engarrafadores) da região, passam a ser cobrados 17 euros por mil selos, em vez dos 20 euros que pagavam no ano passado.

 

Os selos de garantia são a prova, em forma de um dístico que integra o rótulo da vestimenta da garrafa, que atesta que aquele vinho foi provado, examinado e medido laboratorialmente pela CVR, que é de qualidade e está apto ao consumo. Em 2016, esta entidade com sede em Torres Vedras emitiu 36 milhões de selos, mais 13% do que no anterior, o que significa que os produtores da região colocaram cerca de 27 milhões de litros de vinho no mercado.

 

Vasco d’Avillez, que gere um orçamento acima de um milhão de euros para promoção e divulgação dos designados Vinhos de Lisboa, acrescentou que baixou também as taxas e o custo dos selos para os vinhos com Denominação de Origem Controlada (DOC), que têm um valor acrescentado no mercado, equiparando-o ao dos produtos vínicos com Identificação Geográfica de Lisboa (IG’s).

 

O presidente da CVR Lisboa explicou que procura assim "incentivar o crescimento e fomentar a apresentação ao mercado" das nove denominações de origem da região: Alenquer, Arruda, Bucelas, Carcavelos, Colares, Encostas d'Aire, Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras.

 

No ano passado, perto de 70% do vinho produzido nesta região foi comercializado nos mercados internacionais, com destaque para os países nórdicos, para o Brasil, Estados Unidos, Benelux, Rússia, China e Angola. No plano interno, a Comissão quer apostar no enoturismo, relançar as Rotas dos Vinhos de Lisboa e abrir a primeira loja no Mercado da Ribeira, em parceria com a autarquia liderada por Fernando Medina.




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