Aviação Virgin volta aos testes para futuras viagens ao espaço

Virgin volta aos testes para futuras viagens ao espaço

Mais de dois anos e meio depois da desintegração fatal do avião-foguete experimental da Virgin Galactic, Richard Branson retomará os voos de teste com motores porque o empreendedor bilionário planeia sua primeira viagem ao espaço para meados de 2018.
Virgin volta aos testes para futuras viagens ao espaço
Reuters
Bloomberg 09 de julho de 2017 às 11:00

Após completar uma série de excursões feitas exclusivamente com planadores, testes com motores serão realizados uma vez a cada três semanas com a meta de estendê-los até o espaço em Novembro ou Dezembro, revelou Richard Branson em entrevista. Após o voo que ele mesmo fará, viagens completas com passageiros comerciais deverão começar no fim de 2018, disse.

 

A actualização de Branson é a mais detalhada desde o acidente do SpaceShipTwo original da Virgin Galactic em 2014, em que o copiloto Michael Alsbury morreu quando o avião se despenhou porque ele destravou prematuramente um mecanismo de freio. O acidente no Deserto de Mojave aconteceu poucos meses antes da data planeada para o voo comercial inaugural, mas Branson disse que o apetite por viagens à fronteira com o espaço não diminuiu, o que deixa lugar para muitos concorrentes.

 

"Nunca conseguiremos construir suficientes espaçonaves", disse Branson na quinta-feira em Hong Kong após a apresentação dos voos da Virgin Australia Holdings de Melbourne. "A produra é enorme."

 

Bezos, Musk


Branson era um dos líderes da nova corrida espacial após ter fundado a Virgin Galactic em 2004. Desde então, rivais como a Blue Origin, financiada por Jeff Bezos, e a Space Exploration Technologies (SpaceX) de Elon Musk ganharam impulso concentrando-se em foguetes reutilizáveis para reduzir o custo das viagens espaciais.

 

Na quarta-feira, a SpaceX lançou com sucesso seu foguete Falcon 9 pela 10.ª vez em 2017, pouco mais de uma semana depois de enviar um total de 11 satélites de comunicação com dois foguetes, cujos foguetes auxiliares da primeira etapa foram recuperados para serem reutilizados. A empresa de Musk tem contratos com a NASA pelo valor de cerca de 4,2 mil milhões de dólares para transportar astronautas e suprimentos à Estação Espacial.

 

"Definitivamente há peocura para os três", disse Branson sobre os empreendimentos concorrentes. "Podemos decolar em 24 horas, colocar alguns satélites e voltar. Os foguetes que decolam da Terra têm um tempo de espera muito longo. Elon tem foguetes maiores, por isso tem vantagens."

 

Branson, um franco opositor da separação entre o Reino Unido e a União Europeia, diz que espera que agora o país avance para um Brexit "mais amigável" para as empresas após o resultado da eleição geral de Maio, na qual o governo dos Conservadores perdeu assentos e passou a depender do apoio de um partido mais pequeno.




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