Automóvel Volkswagen pode cortar 2.500 postos de trabalho por ano

Volkswagen pode cortar 2.500 postos de trabalho por ano

A Volkswagen poderá avançar com reduções da força laboral nos próximos 10 anos, cortes que deverão ocorrer através de reformas antecipadas. O responsável da fabricante pela comissão de trabalhadores garante que o emprego "está seguro" na empresa.
Volkswagen pode cortar 2.500 postos de trabalho por ano
reuters, bloomberg
Negócios 12 de Outubro de 2016 às 15:18

A Volkswagen prevê fazer um corte anual de 2.500 postos de trabalho durante os próximos 10 anos. A medida foi anunciada por Bern Osterloh, chefe da comissão de trabalhadores, citado pelo jornal alemão Handelsblatt, de acordo com Automotive News.

 

Os representantes dos trabalhadores, que ocupam metade dos assentos no conselho de administração da fabricante de automóveis, procuram evitar um despedimento colectivo e reduzir o número de trabalhadores por via de reformas antecipadas, de acordo com a mesma fonte.

 

A administração da empresa e os representantes dos trabalhadores têm tido duras negociações sobre o futuro estratégico e as contenções de custos da marca, depois do escândalo relacionado com a manipulação da emissão de gases poluentes, que chegou a afectar a parceria com a Audi.

 

Além da redução de custos, a empresa deverá ainda avançar com a contratação de mais funcionários para as áreas de desenvolvimento de software e de serviços de mobilidade, segundo Osterloh.

 

De acordo com notas dos analistas da Evercore ISI aos investidores, a média de idades dos trabalhadores do Grupo Volkswagen é de 42,8 anos, um valor ligeiramente superior aos 42,5 anos dos trabalhadores da Daimler. A Volkswagen regista assim um aumento, dado que em 1998 a média de idades se encontrava nos 38,1 anos.

 

A Evercore revela ainda que o rácio dos custos de trabalho tem vindo a subir nos últimos anos, passando de 15% no passado para 17% em 2015. "Nós vemos a redução dos custos de trabalho como parte do potencial de eficiência da Volkswagen" – referem os analistas. No entanto, sublinham, a empresa tem uma maior urgência em baixar o rácio de custos de material, que se encontra nos 78%, o que poderá conseguir através da redução da complexidade dos produtos.




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