Automóvel VW próxima de acordo de 4.000 milhões nos EUA

VW próxima de acordo de 4.000 milhões nos EUA

O valor a pagar para encerrar os processos judiciais em curso ultrapassa, reconhece o fabricante, o montante provisionado nas contas para estes efeitos. A VW diz que ainda não é possível saber o impacto nas contas de 2016.
VW próxima de acordo de 4.000 milhões nos EUA
reuters, bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 10 de janeiro de 2017 às 20:09
A Volkswagen está prestes a fechar um acordo com as autoridades norte-americanas relacionado com o escândalo da manipulação de emissões de gases nocivos que deverá passar pelo pagamento de 4.300 milhões de dólares (cerca de 4.000 milhões de euros à cotação actual) em compensações.

A iminência do entendimento foi reconhecida pelo próprio fabricante alemão em comunicado publicado no seu site, onde se reconhece o valor a pagar que, no entanto, excede as provisões financeiras que já tinham sido feitas a este respeito.

"No caso de um acordo, as obrigações de pagamento deverão conduzir a uma despesa financeira que excede as actuais provisões. O impacto concreto no resultado de 2016 não pode ser definido neste momento devido à dependência de diversos factores," refere o documento.

Actualmente, de acordo com a Bloomberg, as provisões inscritas nas contas do fabricante ascendem a 18.200 milhões de euros.

Com o acordo - ainda dependente do "ok" final das autoridades judiciais e do conselho de administração da VW entre hoje e amanhã - ficam encerradas as investigações criminais e as potenciais multas que poderiam ser aplicadas à companhia. Além do pagamento, o fabricante compromete-se a reforçar as medidas de controlo, cuja implementação será supervisionada, ao longo de três anos, por uma autoridade externa, e a assumir a culpa no esquema de manipulação. 

Nos EUA, de acordo com o Financial Times, a empresa já disponibilizou 15.300 milhões de dólares (14.500 milhões de euros) relativos a um processo envolvendo 475 mil carros a diesel com motor de dois litros, mais 1.200 milhões de dólares (1.136 milhões de euros) num processo colocado por concessionários e 1.000 milhões de dólares (946 milhões de euros) para recolher ou recomprar 60 mil viaturas equipadas com motores de três litros.



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