Comércio Walmart pede a empregados para fazerem entregas no regresso a casa

Walmart pede a empregados para fazerem entregas no regresso a casa

O objectivo é reduzir custos. A cadeia de supermercados norte-americana diz que os percursos dos trabalhadores e das encomendas coincidem. E já está a testar o modelo.
Walmart pede a empregados para fazerem entregas no regresso a casa
Bloomberg / Reuters / Getty Images
Wilson Ledo 02 de junho de 2017 às 12:12

A cadeia de supermercados norte-americana Walmart teve uma ideia: e que tal pedir aos empregados que entreguem as encomendas feitas online no seu caminho de casa para o trabalho?

Foi o próprio CEO do negócio online da Walmart, Marc Lore, que escreveu primeiro sobre o assunto. Analisando a cadeia de distribuição, acredita que este último passo "faz todo o sentido". Da loja ao destino final, "o colaborador podia-se inscrever para entregar as encomendas na casa do consumidor".


A ideia, obviamente, é cortar custos, diz o The Washington Post. A entrega em casa do cliente é, muitas vezes, a etapa mais cara do processo. Por isso mesmo, o teste arrancou há um mês em três lojas – duas de Nova Jérsia e outra no Arkansas.


Não há mais detalhes sobre os planos de expansão desta ideia. Certo é que os funcionários podem aderir de uma forma voluntária e vão receber por isso. A garantia do porta-voz do Walmart, Ravi Jariwala, é de que 90% dos americanos vivem a cerca de 15 quilómetros de uma loja da marca.


"Existe uma sobreposição muito forte entre os locais para onde os nossos trabalhos vão após o trabalho e os locais onde as encomendas precisam de ir", acrescentou o porta-voz. Até porque as vendas online são uma prioridade da cadeia de supermercados, que vi este canal crescer 63% no primeiro trimestre deste ano.


Opinião diferente têm os especialistas nos assuntos de trabalho, que dizem que esta opção de colocar os trabalhadores a fazer entregas coloca sobre eles maiores riscos de segurança bem como os custos e responsabilidade sobre as encomendas que transportarem.




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comentários mais recentes
Anónimo 02.06.2017

Acho muito bem... ha que poupar recursos... nao e so sair a pressa do trabalho pa ir ao ginasio..

Anónimo 02.06.2017

Acho bem. E de caminho podiam ir limpar a casa do CEO e mudar as fraldas ao filho dele. E quem muda uma fralda também é capaz de dar comida ao caozinho de raça do CEO.
O capitalismo começa a ser deprimente.

UI 02.06.2017

Ai se os nossos dois merceiros nacionais vêm isto! Sabe-se lá quais mais serviços vão solicitar após as entregas. Com a mania de fazer sempre melhor que os outros...

VEM AI O CANGURU MILENUM BCP 02.06.2017


VOÇÊS FAÇAM COMO DIZ O NOSSO GRANDE AMIGO CRIADOR DE TOUROS COMPREM TUDO O QUE PUDEREM E VEJAM SÓ AS COTAÇÕES EM AGOSTO AI VÃO TER UMA BELA UMA SABOROSA RECOMPENSA POR TEREM AJUDADO PORTUGAL A SAIR DO LIXO

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