Banca & Finanças Zona Euro tem mais um gigante da banca

Zona Euro tem mais um gigante da banca

Era sueco, mas vai para a Finlândia. O Nordea Bank vai mudar a sua sede para dentro da Zona Euro. Pretende, com isso, poupar nos custos de regulação.
Zona Euro tem mais um gigante da banca
Reuters
Diogo Cavaleiro 06 de setembro de 2017 às 20:05

A Zona Euro tem mais um gigante da banca. O Nordea Bank vai deixar a Suécia e a sede passará a estar na Finlândia. A instituição financeira acredita que vai poupar entre 1.000 e 1.100 milhões de euros em custos de regulação com esta transferência.

 

A Bloomberg é quem o nota: o único banco global com importância sistémica da Escandinávia vai passar a ser da Zona Euro. Esta é uma das consequências imediatas da anunciada transferência.

 

"O conselho de administração do Nordea Bank decidiu iniciar a mudança de sede da empresa-mãe da Suécia para a Finlândia", revela o comunicado publicado no site do banco.

 

Na nota, o banco sueco garante que "todas as operações nos mercados nórdicos continuam inalteradas" e acrescenta que também não haverá mudanças nas operações quotidianas na perspectiva do cliente. Além disso, a instituição diz que só "um número limitado de funcionários" será afectado.

 

A mudança tem uma justificação: regulação. E custos. "A estrutura única internacional e a presença em toda a Escandinávia do Nordea significa que os enquadramentos regulatórios não acomodam totalmente o modelo operacional e os recentes desenvolvimentos estratégicos [do banco]", explica o comunicado. "Ter a sede num país que está a participar na união bancária significará que o Nordea será sujeito ao mesmo enquadramento regulatório que os pares europeus". 

 

Na prática, a instituição prevê uma poupança entre 1.000 e 1.100 milhões de euros no que diz respeito a custos de regulação, ainda que tenha dito que pretende manter as políticas de capital e de distribuição de dividendos.

Na Zona Euro, o Deutsche Bank, o BNP Paribas, o Crédit Agricole e o Santander estão no grupo dos bancos globais com importância sistémica, ou seja, com capacidade de criar crises no sistema financeiro a nível global, motivo pelo qual estão obrigados a exigências maiores do que os de menor dimensão. Mesmo assim, o Nordea considera que o nível de regulação da moeda única é menor do que na Suécia. 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

E o Banif?? Depois da injeção vinda da Guiné Equatorial também passa a ser um banco global

pub