Energia Bruxelas quer redução de emissões de 40% e pelo menos 27% de energia renovável

Bruxelas quer redução de emissões de 40% e pelo menos 27% de energia renovável

A Comissão Europeia acredita que a fixação de um pacote de energia e clima para 2030 “irá assegurar previsibilidade regulatória para os investidores”, como sublinhou Durão Barroso, a propósito das novas metas de Bruxelas neste domínio.
Bruxelas quer redução de emissões de 40% e pelo menos 27% de energia renovável
Miguel Prado 22 de janeiro de 2014 às 15:12

A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira os contornos da sua estratégia para 2030 no âmbito da energia e do clima, propondo para a União Europeia uma meta de redução de 40% nas emissões de gases com efeito de estufa, bem como uma quota de energias renováveis de 27%, mas sem a imposição de metas nacionais.

 

“Apoiada por uma análise detalhada dos preços e custos da energia, o quadro para 2030 irá assegurar previsibilidade regulatória para os investidores e uma abordagem coordenada entre os Estados-membros, conduzindo ao desenvolvimento de novas tecnologias”, afirma a Comissão Europeia em comunicado.

 

O presidente da Comissão, Durão Barroso, comentou que “a acção climática é central para o futuro do nosso planeta, enquanto uma política energética verdadeiramente europeia é essencial para a nossa competitividade”. Segundo o mesmo responsável, o pacote agora apresentado em Bruxelas prova que lidar com as duas vertentes em simultâneo “não é contraditório”.

 

Segundo Durão Barroso, a meta de redução de 40% das emissões até 2030, face aos níveis de 1990, é um marco no caminho para uma economia de baixo carbono, e a meta de pelo menos 27% de fontes energéticas renováveis “é um importante sinal”, que dá estabilidade aos investidores, cria “empregos verdes” e contribui para a segurança de abastecimento.

 

No que respeita às energias renováveis, a Comissão propõe uma meta para a União Europeia como um todo, mas deixará a cada país liberdade para fazer as suas opções. Uma flexibilização que já vinha sendo debatida há vários meses. “Um objectivo para a energia renovável ao nível da UE é necessário para alimentar a continuação de investimentos no sector. Contudo, não se traduzirá em metas nacionais por via de legislação comunitária, deixando assim flexibilidade aos Estados-membros para transformar os seus sistemas energéticos de um modo que se adapte às preferências e circunstâncias nacionais”, realça a Comissão Europeia em comunicado.

 

A União Europeia trabalha actualmente com metas de 20% de redução de emissões até ao ano 2020 e de uma incorporação de renováveis de 20%, a par com um objectivo de ganhos de eficiência energética também de 20%. Se nos primeiros dois casos Bruxelas projecta para 2030 indicadores mais ambiciosos, relativamente à eficiência energética não há qualquer novo compromisso.

 

A Comissão diz que “o papel da eficiência energética no quadro para 2030 será considerado numa revisão da Directiva da Eficiência Energética a concluir mais tarde, durante este ano”. Bruxelas diz que os planos energéticos de cada Estado-membro terão de contemplar a eficiência energética, mas não é avançada nenhuma meta comunitária para o ano 2030.

 

O pacote agora proposto por Bruxelas irá ainda ser apreciado pelos eurodeputados e pelo Conselho Europeu. No Conselho, as metas propostas pela Comissão Europeia deverão ser analisadas no encontro previsto para 20 e 21 de Março.

 




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mais votado mpa 22.01.2014

coloquem essas mesmas metas (kgs de CO2 per capita anuais) para os Estados Unidos. Não vale de nada andarmos a passar necessidade para eles andarem de mustangs...

comentários mais recentes
Cláudio Monteiro 26.01.2014

Esta política europeia das metas é uma falácia política, fixam uma meta mas depois cada país que faça o que entende, e a seu próprio risco. É necessário criar mecanismos de mercado que permitam aos privados fazer com que as metas se atinjam de forma natural. Basta fixar a obrigação de que cada país pague para um fundo europeu de renováveis 100€/MWh por cada xx% de energia que consome anualmente. Por sua vez esse fundo suportaria um mercado europeu de certificados verdes, para uso de quem efetivamente investe nas renováveis. No caso de Portugal, daríamos bom uso aos 50% de renováveis que produzimos.

donnisinnod 23.01.2014

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Grunho 22.01.2014

Os fachos detestam energias renováveis. Gostam é de uma boa chaminé e de aspirar bem aquele fumo preto. Isso é que dá saúde à economia. Já vem do tempo da fascista Thatcher, que dizia que ela e os ambientalistas eram inimigos íntimos.

mpa 22.01.2014

coloquem essas mesmas metas (kgs de CO2 per capita anuais) para os Estados Unidos. Não vale de nada andarmos a passar necessidade para eles andarem de mustangs...

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