Campanha da DECO para pagar menos pela luz tem quase meio milhão de aderentes
25 Abril 2013, 08:24 por Lusa
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Quase meio milhão de consumidores já aderiram ao leilão da DECO para pagar menos na factura de electricidade, um número que a associação interpreta como um cartão vermelho dos consumidores ao sector e já pondera leilões noutras áreas.

"Com este voto de confiança, traduzido em mais de 477 mil adesões, poderemos começar a pensar em leilões para outras áreas. Neste momento tudo está em aberto, vamos equacionar todas as hipóteses para, em áreas importantes, estar também presentes e aplicar um modelo semelhante", disse à Lusa Rita Rodrigues da DECO.

 

Este convite aos consumidores para se juntarem e pagarem menos na factura da luz foi lançado há dois meses pela DECO e termina na próxima terça-feira, ultimo dia de Abril, com o fim da aceitação de adesões no 'site' www.paguemenosluz.pt, estando marcado para 2 de maio o leilão pelo melhor preço junto de operadores como a EDP, Galp, Endesa ou Iberdrola, entre outros.

 

"Contávamos ter uma enorme aderência, mas ficamos surpreendidos com a rapidez de adesão logo na primeira semana. O nosso principal objectivo era mexer com o mercado e isso já estamos a atingir ao envolver tantos consumidores e levar a cabo o nosso lema que é juntos somos mais fortes", considerou a jurista.

 

A DECO diz que os consumidores estão "saturados" de ter um mercado que "não é competitivo" e de um mercado que foi liberalizado mas não oferece grandes alternativas: "A adesão mostra que há uma necessidade de reagir" dos consumidores, frisou.

 

Após estarem definidos os operadores vencedores por cada tarifário, os consumidores que aderiram à campanha podem escolher ter as condições de preço resultantes do leilão que a DECO tem a expectativa de serem as melhores tarifas do mercado livre: "Garantimos o melhor preço e um contrato "livre" de cláusulas abusivas", afirma Rita Rodrigues.

 

A DECO oferece-se também para fazer as contas de cada consumidor que aderiu ao leilão e enviar a estimativa de poupança face aos consumos individuais actuais.

 

"Ate final de maio, princípio de Junho, vamos enviar as propostas individuais e até ao final de Junho vamos dar liberdade aos consumidores para decidirem" qual o operador que querem escolher, disse Rita Rodrigues.

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