Energia Eduardo Cabrita: Gasóleo profissional com desconto promove competitividade das empresas

Eduardo Cabrita: Gasóleo profissional com desconto promove competitividade das empresas

O ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou esta quinta-feira que o lançamento do período experimental de aplicação do regime de gasóleo profissional nos postos de combustíveis fronteiriços é uma medida que contribui para a competitividade das empresas.
Eduardo Cabrita: Gasóleo profissional com desconto promove competitividade das empresas
Bruno Simão
Lusa 15 de setembro de 2016 às 20:29

"Eu sinto que estamos num dia histórico para a competitividade das empresas portuguesas", disse Eduardo Cabrita aos jornalistas, em Vilar Formoso, onde hoje assinalou o lançamento da medida, acompanhado pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, e pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.

 

Numa fase inicial e até ao final do ano, o regime do gasóleo profissional será testado em oito concelhos de quatro fronteiras com significativo movimento de transporte de mercadorias para em 2017 ser implementado em todo o país.

 

Eduardo Cabrita, que chegou num camião TIR a um posto de combustíveis de Vilar Formoso, referiu que as associações empresariais "batiam-se por esta medida há décadas".

 

"Há 20/30 anos que ouvi sempre este sector dizer que o gasóleo profissional era a questão decisiva para a competitividade quer do sector de transporte internacional de mercadorias quer para as áreas de exportação, que dependem do transporte como um elemento essencial para chegarem aos mercados europeus", declarou.

 

O governante sublinhou que "aquilo que se conseguiu foi num quadro de grande rigor (...) estabelecer aquilo que esperamos que se prove nestes 90 dias que é uma medida que promove a competitividade das zonas do interior (...), que promova a capacidade de atrair empresas portuguesas que passem a abastecer aqui e até de origem de outros países da União Europeia".

 

A título de exemplo, referiu que no posto de combustíveis de Vilar Formoso, onde se encontrava, "pagam-se menos cinco cêntimos do que no primeiro posto do lado de lá da fronteira". "Houve aqui uma redução que igualiza o nível de tributação que recai sobre os combustíveis relativamente ao que se passa em Espanha", esclareceu.

 

O ministro explicou ainda que foi adoptado "um mecanismo de devolução de imposto, num prazo máximo de 90 dias". "Aquilo que nós queremos é que a partir de 1 de Janeiro se prove que esta é uma boa medida para a economia e que seja possível a partir de Janeiro alargá-la a todo o país", concluiu.

 

O presidente da Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas (ANTP), Márcio Lopes, disse que a medida "vai ser muito favorável para os transportadores" e acredita que "vai ter sucesso".

 

Gustavo Paulo Duarte, presidente da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), referiu que a instituição tem feito um "reforço de comunicação" junto dos associados para ajustarem as suas empresas "a esta nova realidade".

 

Pedro Morais Leitão, presidente da empresa de combustíveis Prio, admite que a medida permitirá a Portugal, na área dos combustíveis, "recuperar 29 anos de desvantagem" em relação a Espanha.

 

Já o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro, diz que "é uma medida bem-vinda" porque traz "melhorias em relação aos preços que se praticavam em Espanha e em Portugal".




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comentários mais recentes
Juca 16.09.2016

Quem olha para este Eduardo vê logo que se trata de um ministro de elevada inteligência. Forma com sua esposa, também ela ministra, um par de sábios que muito contribuem para o êxito da nossa economia e daí do nosso país.

João G 15.09.2016

Uhau! É para dizer isto que pagamos aos ministros e demais políticos.

Anónimo 15.09.2016

vergonha das elites, gasoleo profissional, é só aquele que o carros pesados de custo gastam, porque se não baixarem o preço eles abastecem em espanha,.

Anónimo 15.09.2016

Afinal o que e,e o que e que faz um ministro adjunto?Ele adjunta-se a quem?D.branca gatuno criar ministerios FICTICIOS so para massacrar os portugueses por nao lhe terem dar uma vitoria eleitoral.

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