Energia Ex-secretário de Estado da Energia diz que rendas excessivas continuam "intocadas"

Ex-secretário de Estado da Energia diz que rendas excessivas continuam "intocadas"

O ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, volta a criticar o Governo do qual fez parte no que respeita às rendas no sector energético que, diz ao Económico, continuam intocadas.
Ex-secretário de Estado da Energia diz que rendas excessivas continuam "intocadas"
Bruno Simão
Negócios 15 de maio de 2015 às 07:40

"Um escândalo". É como Henrique Gomes classifica o preço médio de venda da EDP Renováveis em Portugal em comparação com Espanha e Estados Unidos. Enquanto nestes mercados, o preço é de 45 euros por megawatt/hora, em Portugal é quase 108 euros. O que o ex-secretário de Estado classifica de "escândalo". E serve para argumentar que "as rendas excessivas" no sector da energia "continuam intocadas".

Num artigo de análise escrito para o Diário Económico, Henrique Gomes, ex-secretário de Estado da Energia do actual Governo, volta a atacar o que foi feito neste sector. Já por várias vezes Henrique Gomes criticou as rendas excessivas. Volta a fazê-lo, para dizer que o Governo "em vez do corte das rendas e redução de custos, o Governo aumentou os preços da energia aos consumidores".

Faz as contas para dizer que em vez dos cortes que o Governo reclama de 4,4 mil milhões de euros até 2020 nessas rendas, o que se conseguiu cortar foram 1.600 milhões, tendo conseguido, por outro lado, uma receita adicional com a contribuição extraordinária (CESE) de 200 milhões. "No total teremos 1.800 milhões que se contrapõem aos 4.400 milhões de euros que o Governo reclama", escreve o ex-governante.

E é por isso que Henrique Gomes critica o que diz ser "a obsessão esverdeada actual" do Governo. "A energia renovável tem sobrecustos. Até agora, os sobrecustos do nosso percurso já totalizam os dez mil milhões de euros! Vamos continuar neste percurso suicida?", questiona.




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mais votado M2M 15.05.2015


O preço de venda médio das eólicas ronda os 70 €/MWh produzido. O valor 108 €/MWh só é pago para promotores do concurso da 1ª fase em que o valor não é fixo, variando dos 108 até 50 euros de acordo com o número de horas de produção. O que deveria explicar é o deficit tarifário e da tarifa social, vejamos:
Custos de produção médios:
Carvão – 25 €/MWh
Gás CGT – 60 €/MWh
Hídrica – 40 €/MWh
MIBEL – 25 €/MWh
Co-geração – 50 €/MWh
Eólica – 50 €/MWh
Como justifica que a energia eléctrica é vendia em Portugal, por exemplo no bi-horário, a aprox. 200 €/MWh nas horas cheias (mais de 4 vezes os custos de produção) e 100 €/MWh nas horas de vazio! Aqui é que está o verdadeiro problema . Pagamos a eletricidade cara de duas maneiras: por via da fatura eléctrica; e por impostos para o Estado compensar a EDP pela tarifa "social" que apresenta aos consumidores.

comentários mais recentes
Paulo 15.05.2015

O normal das privatizações. Lucros fabulosos pagos pelo contribuinte e uns milhões mais em corrupção

Anónimo 15.05.2015

Queriam que o filhinho prejudicasse a empresa que deu um tacho ao papá? Isso não é de boa gente, os amigos são para as ocasiões

João 15.05.2015

Governo cobarde que é incapaz de eliminar esta corja que ganha fortunas à custa do trabalhado honesto da classe média. Escrutinem as Empresas ligadas ao sector e verão as fortunas que pagam aos directores/administradores e que inclusive conseguem acumular reformas pagas pela Seg. Social.

Bancroft B 15.05.2015

óh Goma deixa de dizer asneiras tóxicas

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