Energia Moody’s: OPA à EDP tem impacto negativo na CTG

Moody’s: OPA à EDP tem impacto negativo na CTG

Ao contrário da análise da S&P, a Moody’s vê impactos negativos para a China Three Gorges na aquisição da EDP.
Moody’s: OPA à EDP tem impacto negativo na CTG
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro 17 de maio de 2018 às 10:36

A Moody’s considera que a oferta pública de aquisição (OPA) da China Three Gorges (CTG) sobre a EDP tem impacto negativo para a empresa chinesa, uma vez que a dimensão da oferta poderá afectar os seus indicadores financeiros.     

 

Esta conclusão contraria a da Standard & Poor’s, que ontem considerou que a operação não penalizava o "rating" da companhia chinesa, apesar de ser negativo para a recuperação das suas métricas financeiras.

 

Numa nota publicada hoje, citada pela Bloomberg, a Moody’s refere que o impacto na CTG "será negativo devido à dimensão da aquisição, que elevará a alavancagem já elevada e aumentará a exposição activos não regulados".  

 

A Moody’s tem um rating de A1 para a CTG e de Baa3 para a EDP. Ontem esta agência considerou que a OPA poderá ter implicações positivas no "rating" da EDP, caso a operação seja concluída com sucesso.

 

A CTG lançou a 11 de Maio uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da EDP, com uma contrapartida de 3,26 euros por acção que se situa 4,8% acima da cotação das acções nessa sessão. A oferta avalia a eléctrica em 11,9 mil milhões de euros.

A OPA visa o controlo da EDP, estando condicionada à obtenção de um mínimo de 50% do capital da eléctrica. Para comprar as acções que não detém, a CTG (que controla 23% do capital) terá de investir um máximo de 9,15 mil milhões de euros. 

A CGT também lançou uma OPA sobre a EDP Renováveis, oferecendo 7,33 euros por cada acção, uma contrapartida que se situa 6,5% abaixo da cotação dos títulos a 11 de Maio (7,845 euros).  Esta oferta assume o estatuto de obrigatória, pois decorre da OPA sobre a EDP, que controla 83% da empresa de energias verdes. 

A CTG terá de gastar cerca de 10 mil milhões de euros para comprar a totalidade das duas empresas. Além do limite mínimo de 50% do capital, a OPA está condicionada a uma série de outros factores, como a obtenção de um conjunto alargado de autorizações de reguladores e a não oposição do Governo português.




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