Energia OPA concorrente à EDPR não terá de esperar pela oferta da CTG

OPA concorrente à EDPR não terá de esperar pela oferta da CTG

Numa resposta a um requerimento da EDP Renováveis, o regulador esclarece que se surgir uma OPA concorrente sobre a empresa, esta não terá que esperar pelo registo da primeira oferta.
OPA concorrente à EDPR não terá de esperar pela oferta da CTG
Nuno Carregueiro 18 de julho de 2018 às 20:34

Caso surja uma oferta concorrente sobre a EDP Renováveis, esta não terá que esperar pelo registo da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela China Three Gorges (CTG).

É este o entendimento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que surge depois de um requerimento apresentado pela empresa liderada por Manso Neto, que surge após um pedido de esclarecimento dos accionistas minoritários da EDPR sobre ofertas concorrentes.

Na resposta ao requerimento da EDPR, a CMVM é clara, ao concluir que "na eventualidade de, após ter sido publicado anúncio preliminar de uma OPA, ser preliminarmente anunciada uma segunda OPA, a CMVM entende que esta segunda OPA poderá ser registada antes da inicialmente divulgada".

Os minoritários da EDP Renováveis, que recentemente garantiram um lugar na administração da empresa, avançaram no início deste mês com um pedido para que a gestão da companhia esclarecesse se era possível haver ofertas concorrentes à da CTG antes do registo da actual OPA dos chineses.

Manso Neto "chutou a bola" para a CMVM e a resposta veio esta quarta-feira. O interesse dos minoritários em ver esta questão esclarecida surge depois de terem sido veiculadas várias notícias com o interesse de empresas em avançarem com uma oferta sobre a empresa de energias renováveis da EDP. A dúvida estava em saber se uma eventual segunda oferta teria que esperar que a CTG recebesse todas as autorizações regulatórias para registar a sua OPA.

Se tal vier a acontecer, essa oferta concorrente pode ser registada "caso consiga reunir primeiro as condições necessárias para o efeito, não havendo norma legal que imponha ou permita que o seu registo fique dependente da prévia concessão do registo à OPA inicial".

Por outro lado, esse registo da segunda eventual oferta a surgir também não impede que a CTG possa prosseguir com a sua OPA, "que poderá ser registada mesmo após o lançamento e realização da oferta registada em primeiro lugar", refere o esclarecimento.




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