Energia PCP critica Galp por não descer preços do gás natural apesar de lucros elevados

PCP critica Galp por não descer preços do gás natural apesar de lucros elevados

O PCP criticou a Galp por ter obtido um lucro de 476,8 milhões de euros nos mercados internacionais, entre 2010 e 2016, sem que o tenha reflectido nas tarifas de gás natural pagas pelos consumidores portugueses.
PCP critica Galp por não descer preços do gás natural apesar de lucros elevados
Pedro Elias
Lusa 03 de novembro de 2016 às 00:23

Em comunicado, o PCP aludiu à informação hoje divulgada pelo regulador do sector energético, ERSE, segundo a qual a Galp vai obter "um valor das margens comerciais", entre 2010 e 2026, "em torno de 1.158 milhões de euros", com a "venda de excedentes de GNL (gás natural liquefeito) nos mercados internacionais".

 

Ou seja, estimaram os comunistas, entre 2010 e 2016, a empresa vai arrecadar "cerca de 476,8 milhões de euros sem que tal tenha tido nenhum impacto na redução das tarifas de gás natural aos consumidores portugueses".

 

Para mais, realçou o PCP, "tal ocorre em simultâneo com a recusa da Galp em pagar a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético".

 

Esta informação, acrescentou o PCP no seu comunicado, "dá inteira justificação ao recente requerimento do PCP para audição parlamentar do secretário de Estado da Energia, para que essas mais-valias comerciais venham a ser devolvidas aos consumidores portugueses através de uma correspondente descida dos preços do gás natural", o que, anunciou, também vai ser objecto de "adequada proposta" no quadro do Orçamento do Estado para 2017.

 

Os comunistas entenderam ainda que "o que a ERSE agora 'descobriu' deve ser considerado um verdadeiro escândalo nacional", além de ser, acrescentaram, "a demonstração da enormidade política da privatização da GALP e das suas graves consequências para a economia e as famílias portuguesas". 




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