Energia Remuneração do presidente da EDP pode chegar aos 2,5 milhões este ano

Remuneração do presidente da EDP pode chegar aos 2,5 milhões este ano

O vencimento máximo de António Mexia pode chegar aos 2,5 milhões, entre remunerações fixas e variáveis, mais 600 mil face a 2015. A companhia justifica o aumento porque o valor anterior ficava abaixo do praticado em empresas nacionais da mesma dimensão e energéticas ibéricas.
Remuneração do presidente da EDP pode chegar aos 2,5 milhões este ano
Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes 17 de março de 2016 às 15:32
A remuneração máxima do presidente executivo da EDP poderá chegar aos 2,5 milhões anuais este ano e no próximo. António Mexia poderá assim vir a receber mais 600 mil euros do que em 2015.

Este aumento consta de uma proposta do presidente da comissão de vencimentos do conselho geral e de Supervisão da EDP, Yang Ya, nomeado pela China Three Gorges, o maior accionista da companhia.

A proposta ainda vai ser submetida aos votos dos accionistas na assembleia-geral que vai ter lugar a 19 de Abril, segundo a convocatória publicada na página do regulador de mercado CMVM na quarta-feira, 16 de Março.

Uma das componentes desta remuneração é o ordenado fixo anual que o presidente executivo da EDP vai auferir: vão ser 800 mil euros, mais 33% face aos 600 mil previstos para 2015.

No total, António Mexia pode vir a receber 2,5 milhões de euros em 2016 e 2017, isto caso sejam cumpridos vários objectivos definidos. Isto representa um aumento de 31% face aos 1,9 milhões previstos para 2015.

Mas porque é que António Mexia vai ser aumentado? Yang Ya destaca primeiro que a comissão de vencimentos do conselho geral e da supervisão (CVEN) sofreu uma mudança na sua composição em 2015.

E, após iniciar funções, a CVEN "contratou um consultor externo para fazer um estudo comparativo das políticas de remuneração, quer com empresas de dimensão semelhante do PSI20, quer com empresas congéneres estrangeiras, nomeadamente ibéricas".

Esta análise foi feita para permitir "avaliar a adequabilidade da política de remuneração dos membros do CAE em vigor".

Conclusão? O estudo destaca que "para alinhar a actual política com as praticadas no mercado, são necessários alguns ajustamentos ao nível da remuneração fixa e dos indicadores de desempenho utilizados para o cálculo da remuneração variável anual e plurianual".

Desta forma, a remuneração fixa sofreu um aumento e os indicadores utilizados para avaliação de desempenho e respectivo peso individual foram actualizados, "visando um maior alinhamento com o interesse dos accionistas".

Estes indicadores incluem dividendos, peso da dívida no EBITDA ou a remuneração total dos accionistas face às restantes cotadas do PSI-20 e do índice europeu de energéticas. (Eurostoxx Utilities). Tudo somado, ao ordenado base de António Mexia pode ser acrescentado 1,7 milhões. 

Apesar do aumento da remuneração base, a comissão de vencimentos aponta que o valor fica abaixo do praticado no mercado. "Com base nas análises efectuadas, embora competitivo, tal valor posiciona essa componente remuneratória abaixo da média do universo analisado".

Já o director-financeiro da EDP, Nuno Alves, e o presidente executivo da EDP Renováveis, João Manso Neto, terão a receber um total de 3,6 milhões de euros, a dividir pelos dois. Estes dois administradores vão ter uma remuneração fixa de 560 mil euros cada um. Em 2015, receberam cada um vencimento fixo de 480 mil euros.

Os restantes cinco membros do conselho de administração executivo (CAE) terão a receber um total de 7,7 milhões de euros, que será repartido por Miguel Setas, António Martins da Costa, João Marques da Cruz, Miguel Stilwell de Andrade e Rui Teixeira.

A remuneração total anual para 2016 e 2017 da liderança da EDP vai ser de 13,9 milhões de euros, um aumento de 25% face aos 11,1 milhões previstos para o ano passado.

António Mexia recebeu em 2015 um total de 2,17 milhões de euros, um aumento face aos 1,15 milhões auferidos em 2014. Além da remuneração fixa relativa a 2015, este valor também engloba as remunerações variáveis e bónus referentes a 2012 a 2014.



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mais votado Mr.Tuga 17.03.2016

Tudo dentro da normalidade, ou não fossemos uma SUPERpotência mundial, só ultrapassada pêlos EUA e China!

Um pais de MISERÁVEL, pobre e falido!
Com meia dúzia de empresas MONOPOLISTAS!
Com milhares de desempregados!
Com milhões de "pobres"!
Com milhões a receber o salario MNN!
Com mais de 60% da população a receber menos de 1.000 eur..
E temos estes XEO`s "crânios" e administradores a receber ordenado e bónus de pais RICO, tipo EUA!?
Repugnante!
Obsceno e IMORAL!
Por onde anda a canalha*da da geringonça? E os esquerdas do PCP e BE? Que dizem disto?

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Até quando?

http://www.jn.pt/economia/interior/portugal-com-luz-e-gas-mais-caros-da-uniao-europeia-5195655.html

Anónimo 20.03.2016

Eis um dos principais motivos porque pagamos uma das energias mais caras do Mundo. E a notícia é intencionalmente falsa.
Não são os chineses que lhe vão paga mais. Somos todos nós...

Anónimo 18.03.2016

encham a barriga a gatunos, o que vale é que não conseguem comprar a morte

Anónimo 18.03.2016

Politicas das grandes empresas transnacionais, os usurpadores como lhes chama Susan George autora do livro Os usurpadores, como as empresas transnacionais tomam o poder (http://www.wook.pt/ficha/os-usurpadores/a/id/17460828).

http://www.politicaexterior.com/articulos/libros-4/los-usurpadores/

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