Energia Schlumberger corta dez mil postos de trabalho

Schlumberger corta dez mil postos de trabalho

A Schlumberger vai cortar dez mil postos de trabalho. A empresa de serviços de petróleo explica que os cortes se devem ao cancelamento abrupto de vários projectos relacionados com a queda do preço do petróleo.
Schlumberger corta dez mil postos de trabalho
Bloomberg
André Vinagre 22 de Janeiro de 2016 às 12:57

A Schlumberger, uma das maiores empresas de serviços de petróleo do mundo, anunciou esta quinta-feira, 21 de Janeiro, o corte de dez mil postos de trabalho. A empresa norte-americana revelou que, em 2015, as receitas caíram 27% face ao ano anterior.

 

A empresa justifica estes cortes nos postos de trabalho com a queda do preço do petróleo e o cancelamento de vários projectos por parte dos clientes, um "cancelamento abrupto e não planeado de actividades", diz a Schlumberger no comunicado.

 

A Schlumberger, que tinha actualmente cerca de 95 mil funcionários, planeia cortar 10 mil postos de trabalho durante este ano. O Financial Times refere que, desde Novembro de 2014, a empresa já eliminou 34 mil postos de trabalho.

 

O jornal britânico refere que a indústria de serviços de petróleo tem sido a mais atingida pela queda dos preços do crude. A folha de resultados anuais da Schlumberger refere que é "a crise financeira no sector da exploração e produção de petróleo" que está a precipitar os cortes no sector.

 

A empresa registou em 2015 receitas no valor de 35,4 mil milhões de dólares (32,7 mil milhões de euros), menos 27% do valor registado em 2014, 48,5 mil milhões de dólares (44,8 mil milhões de euros).

 

Relativamente ao quarto trimestre do ano, terminado a 31 de Dezembro, a empresa apresentou receitas no valor de 7,7 mil milhões de dólares (7,1 mil milhões de euros), enquanto no mesmo período do ano anterior tinha registado 12,6 mil milhões de dólares (11,6 mil milhões de euros), uma queda de 39%.

 

O presidente executivo da Schlumberger, Paal Kibsgaard, referiu no comunicado da empresa que "neste ambiente incerto, continuamos a focar-nos nos factores que conseguimos controlar. Ao longo do ano procedemos a uma série de acções para agilizar e redimensionar a nossa organização enquanto continuamos em crise". 




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