Energia Tribunal de Contas critica calendário das vendas da EDP e REN

Tribunal de Contas critica calendário das vendas da EDP e REN

As vendas realizadas pelo actual Executivo da EDP e REN foram alvo de uma auditoria do Tribunal de Contas, que critica o seu "timing", pela urgência a que foram feitas.
Tribunal de Contas critica calendário das vendas da EDP e REN
Correio da Manhã
Alexandra Machado 29 de junho de 2015 às 00:01

Tendo as privatizações da EDP e REN sido compromissos do programa de ajuda externa, a sua realização suscitou por parte do Tribunal de Contas duas avaliações. Uma positiva, outra negativa.

A positiva diz respeito ao facto de ter sido cumprido essa medida acordada com os credores, com "repercussões positivas ao nível das avaliações regulares, na medida em que contribuíram para vencer etapas do ajustamento imposto e da libertação das várias tranches de financiamento associadas a esses compromissos".

No entanto, nem tudo é positivo. O Tribunal de Contas acredita, mesmo, que "o timing imposto para a concretização destas operações representou para o Estado Português um custo de oportunidade", já que aconteceu "num enquadramento económico muito negativo e à perda de dividendos futuros, anualmente distribuídos por estas empresas".

Ainda assim, o Tribunal de Contas salienta que "o modelo de privatização seguido e os valores obtidos foram adequados face às condições adversas de mercado". 

A oitava fase de privatização da EDP e a segunda da REN - via venda directa - geraram uma receita bruta de 3,28 mil milhões de euros, tendo sido entregue ao Estado 2,768 mil milhões de euros, após descontado o valor dos encargos com assessorias, compensação à China Three Gorges pela antecipação do pagamento final e a despesa suportada pela Parpública com a aquisição das acções da EDP à Parcaixa e, ainda, os dividendos pagos à Parpública, que totalizou 517 milhões.

A receita arrecadada na sétima fase da EDP, de 356 milhões de euros, reverteu para a Parpública, já que serviu para pagar as obrigações permutáveis. 

As conclusões constam de uma auditoria revelada pelo Tribunal de Contas sobre os processos de privatização na área de energia feitos pelo actual Executivo.




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comentários mais recentes
Silva 29.06.2015

O Passos meniroso, esquecido e gatun tem de responder por este roubo, o BES foi consultor do Estdo e dos chieneses, deram a edp,os chineses já receberam em dividendos em 3 anos o que pagaram pela edp. ladrõrs. Todos devem ser presos. E a Ana foi a mesma negociata, com o amigo arnault á cabeça.

Camponio da beira 29.06.2015

Se o TC emite comunicados,depois de feitas as investigações, estes comunicados não poder ser tratados com se de meras opiniões de café se tratassem, e as investigações, têm que ter consequencias judiciais imediatas, caso contrario, o TC não se justifica.

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