Imobiliário Consórcio vencedor da Comporta está fora do novo concurso. "Não abdica dos seus direitos legais"

Consórcio vencedor da Comporta está fora do novo concurso. "Não abdica dos seus direitos legais"

O consórcio que venceu o concurso para a compra da Comporta rejeita a participação num segundo concurso, para o qual não vê justificação. E avisa que "não vai abdicar dos direitos legais".
Consórcio vencedor da Comporta está fora do novo concurso. "Não abdica dos seus direitos legais"
João Paulo Dias
Ana Batalha Oliveira 12 de setembro de 2018 às 14:00

O consórcio composto pelo trio Portugália, Oakvest e Sabina States, que venceu o concurso para ficar com a Comporta, recusa participar num novo concurso.

"O consórcio vencedor não está disponível para entrar num novo processo, do qual não conhece o caderno de encargos e que não oferece o mínimo de garantia de que nele não venha a suceder um mesmo desfecho do concurso anterior com acrescidos e significativos custos para este consórcio", esclarecem as empresas em comunicado.

Entre as queixas está ainda a incerteza relativamente ao decorrer do processo. Até ao momento, o consórcio diz não ter recebido qualquer esclarecimento sobre as regras do novo concurso "apesar dos esclarecimentos pedidos junto da sociedade gestora".

Na mesma comunicação, o consórcio diz já ter informado a Gesfimo, a entidade responsável pelos concursos, que "não abdica dos seus direitos legais". Já no final de Agosto foi noticiado que o trio não assinou a cláusula que permitia concorrer ao novo concurso. Essa cláusula assumia que com a sua assinatura o concorrente não contestaria judicialmente o primeiro procedimento.

O consórcio considera que os seus direitos legais foram postos em causa na assembleia geral de 27 de Julho, data na qual a proposta vencedora foi rejeitada pelo voto combinado do Novo Banco e da Rio Forte, "a que se juntou mais uma pequena minoria dos demais participantes", lê-se no comunicado.

Foi nesta altura que foi avançada a hipótese de um novo concurso pelo Novo Banco e a Rio Forte, em regime de exclusividade, para os mesmos candidatos, justificada pela falta de conhecimento do processo de venda "mas simultaneamente realçando o excelente trabalho efetuado pela Gesfimo", acusam os vencedores, que consideram "totalmente despropositadas as alegações de ignorância e de alheamento com que sustentaram a sua surpreendente tomada de posição".




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