Imobiliário É um edifício emblemático? Venda-se!
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É um edifício emblemático? Venda-se!

O arranque de 2016 tem sido marcado por um conjunto de operações protagonizadas por edifícios que não deixam os lisboetas indiferentes. Grupos de comunicação, seguradoras, espaços culturais. É uma tendência a acentuar-se.
As mudanças arrancam em breve. A Rádio Renascença vai mudar-se para a Quinta do Pastor, entre Benfica e a Buraca, abandonando o edifício que ocupava desde 1937. O número 14 da Rua Ivens, em Lisboa, vai ser transformado num hotel de charme com 94 quartos, gerido por um grupo português. A Fidelidade, dona do edifício, esperava gastar 13 milhões de euros entre a compra e remodelação do activo. O negócio está praticamente fechado. A Globalmedia – dona do Diário de Notícias – já anunciou a instalação das suas equipas nas Torres de Lisboa. O futuro do edifício na Avenida da Liberdade deverá passar pela hotelaria ou habitação de luxo. O Observador já escreveu que o encaixe pode variar entre os 20 e os 25 milhões. A imobiliária espanhola Merlin Properties anunciou a compra do edifício Monumental (com centro comercial e escritórios) e de uma das Torres de Lisboa. O negócio está avaliado em 100 milhões de euros. Para o Monumental, a empresa prevê uma total remodelação do edifício, com renovação completa da fachada e das instalações. Em Portugal já era dono do edifício onde funciona a tecnológica Novabase. Os accionistas do fundo que detém o Campus da Justiça decidiram alienar as suas posições e, com isso, todo o património do Office Park Expo, onde funciona o Campus de Justiça. Arrendado pelo Estado, o activo passa para mãos estrangeiras. O valor total do negócio foi de 223 milhões de euros. O Processo Especial de Revitalização (PER) do Ateneu Comercial de Lisboa define a venda do edifício para um fim hoteleiro. Há uma petição online a pedir a recuperação do edifício para os seus fins originais."Interessados não devem faltar", diz Liliana Escalhão, sócia do bar Primeiro Andar, único inquilino do Ateneu. A seguradora comprada pela Apollo em 2015 tem à venda vários imóveis por 140 milhões de euros, avançou a Bloomberg na semana passada. A Tranquilidade, que pertencia ao Grupo Espírito Santo, está a avaliar a alienação devido às novas exigências da regulação. Segundo a agência de informação, os imóveis à venda da seguradora estão avaliados em 140 milhões de euros. O negócio foi fechado em Dezembro de 2015. O Palácio das Belas Artes, no Chiado, foi comprado por 18 milhões de euros a um investidor nacional. Antes, estava nas mãos de um fundo imobiliário. O imóvel tem uma área de seis mil metros quadrados e será agora alvo de um projecto de reabilitação.
Wilson Ledo 21 de Março de 2016 às 00:01

As notícias sucedem-se a um ritmo acelerado. Edifícios que marcam o imaginário colectivo lisboeta estão a mudar de mãos, geralmente para donos estrangeiros. Os americanos têm sido a nacionalidade em destaque

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comentários mais recentes
Anónimo 08.08.2016

Vendam com regras apertadas e sem medos porque a procura excede largamente a oferta...

Anónimo 22.03.2016

A Republica vai de tanga. Neste aspecto o PS ja esta habituado. Qualquer dia temos o Kostas e Centelhas de tanga no terreiro do paco a apanhar o batelao para Goa aplaudidos pelo iliminado da "coltura" das presas de elefante xu.xares qual velho do restelo cantar historias de escarnio e mal dizer

Simplex 21.03.2016

É a vingança ! Após os roubos dos republicanos aos monárquicos é a ver da republicanaça ver os seus despojos mas entretanto os espertalhaços da repu. viveram do roubo à grande e à francesa e só o Julgamento Final lhes fará justiça no calhabouço

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