Imobiliário Venda de metade do CascaiShopping salva investimento imobiliário no primeiro semestre de 2013

Venda de metade do CascaiShopping salva investimento imobiliário no primeiro semestre de 2013

O mercado de investimento imobiliário cresceu no primeiro semestre. Essencialmente porque a Sonae Sierra comprou 50% do CascaiShopping a um fundo. O investimento estrageiro foi nulo neste período.
Venda de metade do CascaiShopping salva investimento imobiliário no primeiro semestre de 2013
Jorge Garcia 02 de agosto de 2013 às 12:25

Apesar do contexto de crise, registou-se um aumento do volume de investimento no imobiliário comercial para cerca de 153 milhões de euros, o que representa um aumento de 41% face ao volume total do ano anterior, uma subida que se explica através da venda de 50% do centro comercial CascaiShopping, por parte de um fundo gerido pela Rockspring à Sonae Sierra (que já detinha os outros 50%), revela a Cushman & Wakefield.

 

Apesar dos planos do Governo de consolidação orçamental terem sido bem recebidos pelos principais organismos internacionais, não se verificou qualquer aquisição por parte de investidores estrangeiros, o que compara com a média de 46% da última década, das transacções totais, segundo o comunicado da empresa Cushman & Wakefield.

 

Esta tendência contraria a que se está a registar no resto da Europa, em que o investimento estrangeiro tem desempenhado um papel fundamental na maior parte dos sectores, com um crescimento de 15%, três vezes superiores ao aumento verificado no investimento nacional.

 

Eric van Leuven, managing partner da Cushman & Wakefield, comenta que “apesar da actividade de investidores estrangeiros no mercado imobiliário no primeiro semestre ter sido nula, já se consegue vislumbrar algum interesse no nosso mercado por parte de compradores estrangeiros. Estes variam em natureza dos chamados family offices (fortunas familiares geridas por profissionais), aos fundos oportunistas (normalmente de origem americana) e, mais recentemente, também a alguns fundos imobiliários e de pensões europeus, mais tradicionais. Embora com objectivos de rentabilidade diferentes (mais exigentes os oportunistas, e com visão de mais longo prazo os fundos e family offices), o que os une é a realização de que o imobiliário português, que sempre primou pela qualidade, começa a ter agora também um preço atractivo”.

 

Em Portugal, o sector do retalho foi aquele que registou um maior volume de investimento imobiliário, o que é explicado, em grande parte, pelo negócio já referido da venda de metade do CascaiShopping, que representou cerca de 89% do total do investimento do semestre.

 

Seguiu-se o sector de escritórios, ao qual foram destinados 10% do volume total investido e o sector de industrial, com uma representatividade marginal.

 

Na Europa, os sectores do retalho e industrial têm tido um papel mais predominante no crescimento da actividade imobiliária ao longo do ano, crescendo, respectivamente, 14% e 13%.

 

Destaque ainda para o sector dos escritórios na Europa, que atingiu o melhor desempenho do último trimestre, crescendo cerca de 4% para um total de 15,1 mil milhões de euros, representando 47% do mercado.


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mais votado Anónimo 02.08.2013

Será que não dá para fazer uma comparação mais exacta? Basicamente está a comparar as calças com as pernas. Como sabe, não são apenas os fundos imobiliários os únicos a terem isenção de IMI. Desta forma, convido-o a dar uma espreitadela neste site: http://www.moneris.pt/guiafiscal/dado.php?cod=35
para ficar a conhecer quais os imóveis que estão e que poderão estar isentos de IMI. Agradeça-me mais tarde, não fazendo comentários em maiúsculas que é má educação.

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Anónimo 02.08.2013

AGRADEÇO IMENSO A SUA INFORMAÇAO, AS ISENÇOES SAO DEMASIADAS E DEVIAM DESAPARECER. NAO PODE HAVER FILHOS E ENTEADOS, PARA UNS FICAREM ISENTOS, OS OUTROS PAGAM MAIS. AS MAIUSCULAS SAO APENAS PARA SE LER E VER MELHOR. NAO TEM NADA A VER COM "GRITAR". OBRIGADO.

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