Indústria Internacionalização absorve 1/5 do investimento da Portucel

Internacionalização absorve 1/5 do investimento da Portucel

A Portucel investiu nos primeiros nove meses deste ano mais de 113 milhões de euros. Cerca de um quinto – 22 milhões – destinaram-se aos projectos de internacionalização que o grupo está a desenvolver em Moçambique e nos EUA.
Internacionalização absorve 1/5 do investimento da Portucel
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo 29 de outubro de 2015 às 22:50

A Portucel investiu nos primeiros nove meses deste ano mais de 113 milhões de euros, dez vezes mais do que no mesmo período de 2014, quando despendeu 12,3 milhões.
 
Do investimento de 113 milhões até Setembro, revelou a produtora de pasta e papel na apresentação dos resultados do terceiro trimestre, cerca de um quinto – 22 milhões – destinaram-se aos projectos de internacionalização que o grupo está a desenvolver. O projecto florestal em Moçambique absorveu 11,2 milhões de euros, valor semelhante ao que a Portucel canalizou para a construção da fábrica de "pellets" (concentrados de madeira utilizados como combustível) nos EUA (11,4 milhões).

Além dos negócios futuros, o grupo investiu até Setembro 91 milhões de euros nos negócios actuais, como seja na expansão da fábrica de Cacia e em manutenção (56,5 milhões de euros) e no aumento de capacidade da unidade de "tissue" em Vila Velha de Ródão (34 milhões de euros).

Aos analistas, o CEO da Portucel, Diogo da Silveira, admitiu esta quinta-feira que os valores do investimento previsto para 2016 não serão muito diferentes dos deste ano. O grupo planeia realizar um novo investimento, estimado em 121 milhões de euros, para concretizar em 2016 e 2017. No entanto, o projecto para uma nova linha de produção de papel "tissue" e transformação em produto final avançará quando for obtida a aprovação da IACEP à candidatura a incentivos financeiros e fiscais.

A Portucel anunciou esta quinta-feira que o resultado líquido aumentou 6,6% até Setembro, para 141,9 milhões de euros. As vendas do grupo subiram neste período 5,8%, para 1,2 mil milhões de euros, o que a empresa explica pela "evolução favorável dos preços de pasta e de papel (num enquadramento de valorização do dólar face ao euro) e na inclusão do negócio de ‘tissue’ no universo de consolidação".


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