Indústria Lucros da F. Ramada crescem para 56,7 milhões com venda de Base

Lucros da F. Ramada crescem para 56,7 milhões com venda de Base

As receitas e os custos da empresa do ramo dos aços para moldes cresceram em torno de 15%, evoluções que permitiram a melhoria do resultado operacional. Contudo, o grande impulso para a F. Ramada veio da venda da área de saúde.
Lucros da F. Ramada crescem para 56,7 milhões com venda de Base
Diogo Cavaleiro 08 de março de 2018 às 17:24

A alienação do grupo de saúde Base rendeu uma mais-valia em torno de 40 milhões de euros, o que impulsionou os lucros da F. Ramada em 2017, que se fixaram em 56,7 milhões de euros.

 

Segundo comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa presidida por João Borges de Oliveira (na foto, também administrador da Cofina) registou um crescimento de quatro vezes dos lucros, tendo em conta que tinham sido de 13,9 milhões em 2016.

 

A alienação da participação no grupo Base rendeu 40 milhões de euros, elevando a 42,5 milhões a rubrica de resultados relativos a investimentos que, em 2016, tinha sido de apenas 2 milhões.

 

Em termos operacionais, as receitas totais da F. Ramada (que partilha parte da equipa de gestão e da estrutura accionista com a Cofina) cresceram 15,2% para 158 milhões de euros em 2017. É a área industrial, sobretudo de aço, que justifica este volume, tendo em conta que o imobiliário apenas gerou apenas 6,5 milhões (e registou uma quebra de 0,4% no ano passado).

 

Já os custos totais da empresa industrial agravaram-se 15% para 133 milhões de euros, em linha com os crescimentos registados nos fornecimentos e com o pessoal.


Em resultado, o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de 24,8 milhões de euros, um aumento de 16,4%, com a margem de EBITDA a subir 0,2 pontos percentuais para 15,7%.

 

A empresa pagou 3 milhões em impostos no exercício de 2017, acima dos 2,8 milhões do ano anterior.

 

Exportações aumentam

 

A F. Ramada – que vai distribuir em dividendos aos accionistas os lucros obtidos no ano passado – sublinha que tem vindo a aumentar o nível de vendas para o exterior no ramo do aço.


"A actividade dos aços opera, essencialmente, no mercado nacional que, em 2017, representou 94,1% do volume de negócios", nota o comunicado. "As exportações representaram 5,9% das vendas, revelando um crescimento sustentado nos últimos anos (4,7% em 2016 e 4,1% em 2015)", acrescenta. 




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