Indústria Têxteis fecham semestre com subida de 2% nas exportações

Têxteis fecham semestre com subida de 2% nas exportações

Depois de bater o recorde de vendas ao exterior em 2017, o sector têxtil e do vestuário prossegue em terreno positivo, embora espanhóis e britânicos estejam a baixar o ritmo das compras em Portugal.
Têxteis fecham semestre com subida de 2% nas exportações
Bruno Simão
António Larguesa 09 de agosto de 2018 às 13:10

As exportações da indústria têxtil e do vestuário (ITV) recuaram quatro milhões de euros em Junho, face mesmo mês do ano passado, para 473 milhões de euros, o que contribuiu para que esta indústria fechasse o primeiro semestre do ano com um ligeiro crescimento de 2% nas vendas ao exterior.

 

Entre Janeiro e Junho, a comercialização de artigos fora de Portugal totalizou 2.723 milhões de euros. O ritmo mais fraco em relação aos anos anteriores – incluindo o de 2017 em que bateu o recorde absoluto – deve-se sobretudo à quebra das compras por parte dos clientes espanhóis, que recuaram 5% neste período. A crise catalã e a Inditex ajudaram a deixar um "rasgão" de 18 milhões de euros nas contas.

 

Espanha pesa agora 31% do total das vendas da ITV nacional, que contrabalançou estas perdas no mercado vizinho e também no britânico (-6%), com as evoluções positivas em França, que é o segundo melhor cliente e aumentou 3%, mas sobretudo em Itália: ultrapassou os EUA no fecho do "top 5" com uma progressão homóloga de 33%, correspondente a mais 41,5 milhões de euros.

 

Em termos de produtos, na primeira metade do ano os mais dinâmicos foram o vestuário e acessórios de malha, com um acréscimo de 36 milhões de euros (3%); os tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados e artigos para usos técnicos de matérias têxteis (18%, mais 24 milhões de euros); e as fibras sintéticas ou artificiais descontínuas, que aumentaram as exportações em 13 milhões de euros e batendo os dois dígitos.

 

Ainda segundo a análise feita pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), presidida por Paulo Melo e que compilou os últimos dados divulgados pelo INE relativos ao comércio internacional, a balança comercial desta indústria no final do primeiro semestre de 2018 registou um saldo de 623 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 130%.



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