Indústria Têxtil de Guimarães com falta de portugueses constrói alojamento para trabalhadores do Bangladesh

Têxtil de Guimarães com falta de portugueses constrói alojamento para trabalhadores do Bangladesh

A J.F. Almeida, que emprega 580 pessoas, viu-se obrigada a importar mão-de-obra estrangeira, sobretudo do Bangladesh, estando até a investir 400 mil euros na construção de um alojamento com 26 quartos para os trabalhadores emigrantes.
Têxtil de Guimarães com falta de portugueses constrói alojamento para trabalhadores do Bangladesh
O grupo presidido por Joaquim Ferreira de Almeida emprega 580 pessoas em Moreira de Cónegos.
Rui Neves 13 de março de 2018 às 14:43

A indústria têxtil é uma das áreas onde escasseia mão-de-obra especializada em Portugal, factor que está a condicionar o crescimento deste sector.

 

Para contornar esta dificuldade, a J.F. Almeida, de Moreira de Cónegos, Guimarães, já empregou meia centena de ucranianos e está agora a importar trabalhadores especializados do Bangladesh, incluindo engenheiros têxteis.

 

"Damos prioridade aos portugueses, não podemos ficar de braços cruzados face à enorme dificuldade em contratarmos pessoas para trabalhar junto às máquinas", explicou Joaquim Ferreira de Almeida, presidente do grupo, ao "Jornal T", da Associação Têxtil e de Vestuário de Portugal (ATP)

 

A empresa decidiu mesmo avançar com um investimento de 400 mil euros numa espécie de hotel, com 26 quartos, junto do edifício-sede, para alojar os seus trabalhadores estrangeiros.

 

Criada em 1979, a têxtil vimaranense emprega 580 pessoas nas suas três fábricas e pólo logístico, e fechou 2017 com uma facturação de cerca de 50 milhões de euros.

 

Exporta 90% da produção, equivalente a 450 toneladas/mês, para quatro dezenas de países, como França, África do Sul, México ou Índia.

 

A Têxteis J.F. Almeida é uma unidade vertical, controlando a fiação, tecelagem, tinturaria, acabamentos e confecção. A marca própria "Mi Casa Es Tu Casa" surgiu em 2013 e já vale 14% do volume de negócios do grupo, que fabrica as toalhas de praia da Emporio Armani.

 

O Negócios tentou, sem sucesso, contactar Joaquim Ferreira de Almeida.




A sua opinião39
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Anónimo 13.03.2018

Onde se enfiaram os laboriosos ofertantes de factor trabalho que preencha a grande procura actual pelo mesmo nos sectores da restauração e da hotelaria em Portugal? Na AT, no ISS, nas secretarias (e não só) de hospitais, escolas públicas, autarquias, juntas de freguesia, empresas públicas etc. Isto é má alocação de factores produtivos e conduz invariavelmente ao empobrecimento, ao atraso e à falta de soberania. Isto é o Chavismo-Madurismo em acção a grassar por terras lusas. https://www.dn.pt/dinheiro/interior/restauracao-e-alojamento-querem-40-mil-trabalhadores-9023155.html

comentários mais recentes
Anónimo 14.03.2018

Chamo a isto engana menino come-lhe o pão..... esse senhor que aumente os salarios mínimos ai para 650 euros e ele vê como tem trabalhadores em bicha.... esse senhor quer e meter mais dinheiro o bolso

Anónimo 14.03.2018

Duvido! Além. Do Trabalho precário que aqui há e os baixos salários, com certeza está mão de obra importada será ou deverá ser bem mais barato para eles.....

JCG 14.03.2018

é preciso aumentar a eficiência na construção, remover custos de transação e de mudança de casa - intermediários , fiscais e similares vampirescos - e construir/ recuperar prédios de pequenos apartamentos (T1) a baixo custo sem prejudicar o essencial da qualidade.

JCG 14.03.2018

26 quartos... deve ser para utilizar como casernas de quartéis (que eu conheci no início dos anos 70), o que pode ser uma solução temporária, para alguns poucos anos, mas não para organizar uma vida. A construção imobiliária em Portugal é cara, é preciso cortar as unhas ao Estado e outros vampiros e

ver mais comentários
pub