Media Caixa BI antecipa que Impresa reduza prejuízos para 2 milhões de euros

Caixa BI antecipa que Impresa reduza prejuízos para 2 milhões de euros

Os analistas estimam que a Impresa reduza os prejuízos no primeiro trimestre devido à diminuição dos custos financeiros. E prevêem uma redução de 5% das receitas, impactada pela queda das chamadas de valor acrescentado
Caixa BI antecipa que Impresa reduza prejuízos para 2 milhões de euros
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 21 de abril de 2017 às 15:34

O Caixa BI antecipa que a Impresa tenha terminado o primeiro trimestre deste ano com um prejuízo de 2 milhões de euros. Um valor que representa uma melhoria face aos 2,4 milhões de euros negativos registados em igual período do ano passado.

O resultado líquido da dona da SIC "deverá beneficiar da diminuição dos custos financeiros", de acordo com uma nota do banco de investimento, referindo-se ao plano de reestruturação que o grupo de media tem em curso.

De forma geral, os analistas prevêem que "neste trimestre os resultados da Impresa deverão ser fracos sobretudo devido à manutenção da queda nas receitas que deverão continuar pressionadas pela diminuição das receitas de multimédia".

No entanto, sublinham que a redução das receitas poderá ser compensada com a diminuição dos custos operacionais e o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) deverá atingir cerca de 3 milhões de euros, uma melhoria de 31% face ao primeiro trimestre de 2016.

De acordo com as estimativas do Caixa BI, as receitas totais deverão ter caído cerca de 5% para 45,7 milhões de euros devido ao impacto negativo com a queda das receitas de multimédia, nomeadamente as chamadas de valor acrescentado, na sequência da alteração na programação ocorrida em Maio do ano passado, quando a SIC decidiu acabar com o programa de domingo à tarde "Portugal em Festa".

No que toca aos proveitos com a publicidade, o banco de investimento estima que aumentem 4,5%.

O segmento de "publishing", onde o grupo está presente com títulos como o Expresso, Visão ou Caras, "deverá continuar em queda sobretudo devido a uma evolução negativa das vendas de publicidade". "Esperamos que a venda de publicações tenha ficado praticamente estável na sequência da subida do preço de algumas publicações", acrescentam os analistas.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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