Media Facebook e Google vão controlar 60% do crescimento da publicidade online

Facebook e Google vão controlar 60% do crescimento da publicidade online

O segmento da publicidade digital deverá crescer 16% para 83 mil milhões de dólares nos EUA este ano, segundo a eMarketer. O Google e o Facebook vão dominar 60% da evolução.
Facebook e Google vão controlar 60% do crescimento da publicidade online
Bloomberg
Sara Ribeiro 15 de março de 2017 às 13:47

O Facebook e o Google detêm a maior percentagem das receitas publicitárias digitais e, segundo as estimativas da eMarketer, vão reforçar ainda mais a liderança neste segmento.

Segundo o mesmo estudo, citado pelo Financial Times, as duas empresas norte-americanas vão controlar 60% do crescimento da publicidade online.

Este segmento deverá crescer 16% para 83 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros) nos EUA e segundo a eMarketer as receitas de publicidade online do Google vão aumentar 15% e as do Facebook 32%.

Em 2015 as duas empresas terão sido responsáveis por 75% do total das receitas deste segmento, de acordo com Mary Meeker, do fundo Kleiner Perkins Caufield & Byers.

Aliás, vários analistas estimam que excluindo o Google e o Facebook a indústria terá mesmo registado quedas no primeiro semestre de 2016.

Com o aumento do tempo despendido pelos consumidores nos smartphones, as duas gigantes norte-americanas têm concentrado a sua estratégia no lançamento de novas soluções para dispositivos móveis.

O Google controla a larga maioria da publicidade dos motores de busca e deve reforçar o seu peso para 78% do total das receitas no mercado norte-americano.

"O domínio da Google na área da pesquisa, especialmente no segmento móvel, é em grande parte proveniente da crescente tendência dos consumidores a recorrerem aos seus smartphones para procurar tudo, desde os detalhes de um produto até direcções", explicou Monica Peart, analista da eMarketer.

As previsões da consultora apontam para um crescimento das receitas de publicidade online do Facebook para 16,3 mil milhões de dólares (15,3 mil milhões de euros), ou 39% do mercado, ultrapassando assim a Google, o Yahoo ou o Twitter.

Este crescimento da rede social também vai ser impulsionado pelo reforço da expansão aos dispositivos móveis, em particular devido ao Instagram que deverá contribuir com 20% do total das receitas móveis do Facebook este ano. Em 2016 tinha contribuído com 15%.

A forte aposta em vídeos da empresa liderada por Mark Zuckerberg também tem contribuído para captar mais consumidores e anunciantes. "O vídeo, quer seja em directo ou não, é um factor chave para o envolvimento do utilizador e o entusiasmo do anunciante", comentou Monica Peart.

O Snapchat é principal concorrente do Facebook neste campo e segundo a mesma analista está preparada para um "crescimento explosivo", embora com menor dimensão, acrescentou.


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