Media Lucro da Media Capital sobe 10% apesar de estagnação dos resultados operacionais

Lucro da Media Capital sobe 10% apesar de estagnação dos resultados operacionais

Os resultados financeiros menos negativos e a queda na rubrica das amortizações e depreciações permitiram à dona da TVI registar um avanço dos lucros. Só a rádio ganhou receitas neste período.
Lucro da Media Capital sobe 10% apesar de estagnação dos resultados operacionais
Sérgio Lemos/Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 14 de novembro de 2017 às 18:31

A Media Capital conseguiu registar um crescimento de 10% dos resultados líquidos nos primeiros nove meses do ano, apesar da estagnação no que diz respeito aos resultados operacionais. O contributo para a melhoria do lucro veio da rubrica dos resultados financeiros, menos negativa do que no ano anterior, e das menores depreciações e amortizações.

 

O resultado líquido da empresa que detém a TVI alcançou os 9,69 milhões entre Janeiro e Setembro de 2017, o que corresponde a um avanço de 10% em relação aos 8,78 milhões registados no mesmo período do ano passado.

 

De acordo com o comunicado emitido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o resultado líquido da Media Capital cresceu, ainda que os rendimentos operacionais se tenham mantido estagnados.

 

Os rendimentos operacionais caíram 7% para 115 milhões de euros, um recuo homólogo de cerca de 8,99 milhões de euros. A televisão continua a ser a que mais contribui, apesar de as suas receitas terem caído 6%. Ainda assim, a produção audiovisual foi a que mais recuou (34%). A rádio (a Comercial é a principal marca deste portefólio) foi a única área em que se verificou um crescimento dos proveitos, na ordem dos 4%. A queda da publicidade tem, há anos, penalizado estas receitas da Media Capital, como tem ocorrido em todo o sector dos media: nos primeiros nove meses do ano, o deslize das receitas de publicidade foi de 4% na empresa.

 

O recuo dos rendimentos operacionais da companhia dirigida por Rosa Cullell (na foto), neste momento alvo de uma oferta de compra pela Altice, foi praticamente idêntico à queda dos gastos operacionais. Esta última rubrica cedeu 9% para 92,6 milhões de euros, o que corresponde a perto de 8,99 milhões de euros.

 

Em resultado de uma descida semelhante nas receitas e nos gastos, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de 22,7 milhões de euros até Setembro, o mesmo número apresentado nos primeiros nove meses de 2016. A diferença homóloga foi de apenas 2 mil euros. Ou seja, os resultados das operações centrais da Media Capital estagnaram.


Contudo, a dona da TVI beneficiou do facto de as depreciações e amortizações terem recuado 8%, o que permitiu que o EBIT (resultado antes de juros e impostos) aumentasse 3%.

 

A contribuir ainda para as contas líquidas da empresa, que também tem a produtora de conteúdos Plural, esteve a rubrica de resultados financeiros: o impacto negativo foi 19% inferior há um ano. 


A Media Capital apresentava, no final de Setembro, uma dívida financeira de 111 milhões de euros, 4% abaixo do registado um ano antes. Em causa estão, sobretudo, empréstimos bancários, papel comercial e obrigações. As acções da empresa terminaram a sessão desta terça-feira na bolsa de Lisboa a valer 3,15 euros.




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