Media Passos Coelho diz que não foi o anterior Governo que privatizou a PT

Passos Coelho diz que não foi o anterior Governo que privatizou a PT

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este sábado que não foi o Governo que liderou que privatizou a PT e alertou o primeiro-ministro que "já não há paciência para insinuações maldosas em relação ao passado".
Passos Coelho diz que não foi o anterior Governo que privatizou a PT
Lusa 16 de julho de 2017 às 02:37

"A PT não foi privatizada por mim enquanto estive no Governo. Relativamente à PT, o Governo que eu liderei só fez uma coisa: Cumprir uma medida que estava no memorando de entendimento que era acabar com a 'golden share' que o Estado detinha na PT. Foi um compromisso do engenheiro Sócrates e do professor Teixeira dos Santos no memorando de entendimento. Foram eles que puseram lá acabar com a 'golden share'. A privatização já tinha sido feita antes e nós cumprimos aquilo que estava no memorando de entendimento", afirmou Pedro Passos Coelho.

O líder do PSD, que discursava no encerramento da convenção autárquica distrital do PSD de Viana do Castelo, em Valença, acusou o primeiro-ministro de estar "a atirar a responsabilidade sobre o que se passa hoje na PT" para o Governo anterior.

"Devia saber que não fomos nós que privatizámos a PT. Devia deixar de estar sempre a fazer insinuações sobre o passado porque já não há paciência para as insinuações maldosas que o Governo, no seu todo, faz em relação ao passado", disse, dirigindo-se a António Costa.

Na quarta-feira, durante o debate do estado da Nação, na Assembleia da República, António Costa manifestou-se apreensivo com o futuro da PT, agora propriedade da multinacional Altice, temendo mesmo pelo futuro de postos de trabalho.

"Receio bastante que a forma irresponsável como foi feita aquela privatização possa dar origem a um novo caso Cimpor, com um novo desmembramento que ponha não só em causa os postos de trabalho, como o futuro da empresa", declarou, na altura, o primeiro-ministro.

Já antes, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, tinha acusado o primeiro-ministro de fazer pressão (‘bullying’) sobre a PT e de ter uma atitude "quase terceiro-mundista" ao questionar o futuro da empresa agora propriedade da multinacional Altice.

"É uma péssima imagem. É uma coisa quase terceiro-mundista ter um primeiro-ministro que faz politicamente, publicamente acusações a empresas que, em princípio, criam emprego, trazem investimento ao país e podem gerar riqueza", afirmou Pedro Passos Coelho antes de participar numa convenção distrital do PSD de Viana do Castelo, em Valença.

Ao Bloco aconselhou que não use os trabalhadores para se promover politicamente, e apontou as críticas ao primeiro-ministro e líder do PS.

Não é ao chefe do Governo que "compete estar publicamente a fazer uma espécie de ‘bullying’ [pressão] sobre determinadas empresas" como a PT/Altice.

O País, argumentou, tem regras e reguladores e se o executivo está preocupado com os trabalhadores há mecanismos para tentar resolver o problema, como alguém do Governo falar com essa empresa.

Passos Coelho considera que não é "um bom discurso estar a discriminar as empresas como boas ou más, em função dos gostos" sobre "os seus investidores", por exemplo.

E lembrou Governos anteriores, também do PS, que, segundo disse, "em que todas as instituições independentes ou empresas" que não iam "comer à mão do Governo" eram "maltratadas e sovadas no discurso político".




A sua opinião18
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 16.07.2017

A PT tinha um monopólio, importava tecnologia sob a forma de hardware e software, e o dinheiro rolava neste cantinho à beira mar plantado. Depois tentou expandir-se para o único sítio onde tinha competência para penetrar sem ser votada à mais absoluta irrelevância - o Terceiro Mundo, e nem aí foi bem sucedida. Mais nada. É mais ou menos como a EDP, se bem que esta última, para além de operar num sector caracterizado por uma conjuntura assente em forte subsidio-dependência estrutural, está a aprender com os estrangeiros do Primeiro Mundo e com os erros da própria história de insucesso da PT. Pode ser que no final se saia bem melhor se aprender também a erradicar o excedentarismo e sobrepagamento de carreira de forma conveniente e atempada.

comentários mais recentes
O que privatizou o Passos ? 18.07.2017

O Trabalho, os Vencimentos, as Reformas, os Feriados, os Prejuízos Bancários ?

Anónimo 17.07.2017

Onde anda Cavaco Silva o obreiro destas desgraças que o país viveu no ano 2000 e em 2011? Quem é o genro do presidente que comprou o Pavilhão Atlântico por 20 milhões? Este PSD é uma nódoa de gorduras...

Felizmente já lá vai o tempo que 17.07.2017

certas empresas e investidores, se serviam dos dinheiros da banca Portuguesa para fachada de empreendimentos que nunca viam a luz do dia. Nesse desvario a direita Portuguesa tem 90% de culpas servindo-se ela própria de dinheiros que todos nós pagamos. É essas saudades que a fazem berrar e espernear

Haja alguém que pergunte a este 17.07.2017

acéfalo, se , quando assinou o que estava acordado com a PT concordou ou não. Se não estava porque assinou. Tão simples quanto isso. Ao assinar ficou implicitamente ligado à privatização da mesma. O mesmo se passou com a Troika, quem a chamou, quem negociou com ela e quem concordou com tudo

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub