Media Som da publicidade na TV passa a ter limites

Som da publicidade na TV passa a ter limites

A ERC aprovou uma nova directiva que impõe limites às alterações sonoras entre programas e intervalos publicitários, uma situação há muito reclamada pelos espectadores.
Som da publicidade na TV passa a ter limites
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 10 de março de 2016 às 16:37

A ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social introduziu limites à variação do volume de som entre as publicidades na televisão e a restante programação. De acordo com a nova directiva, a partir de 1 de Junho os operadores de televisão e de distribuição passam a estar obrigados a controlar o aumento do som quando a emissão vai para intervalo.

Esta directiva, divulgada esta quinta-feira, "visa normalizar a intensidade sonora nas emissões televisivas de forma a assegurar que os níveis de sensação auditiva confortáveis ao telespectador são respeitados", sustenta a entidade liderada por Carlos Magno.

Na prática, a medida pretende acabar com os aumentos do volume do som quando a emissão de um programa passa para intervalo, uma situação "há muito reclamada pelos espectadores de televisão", segundo a ERC.

A directiva entra em vigor a partir de 1 de Junho e determina que "o nível de sensação de intensidade auditiva dos intervalos publicitários e de cada uma das mensagens que os integram […] deve ser fixado em 23 LUFS [Loudness Unit Full Scale]", unidade que mede o volume sonoro. Um LUF corresponde a um decibel.

Já em programas nos quais "o controlo exacto do nível de sensação de intensidade auditiva não seja possível, tais como emissões em directo, os desvios em relação a este valor não deverão, em geral, ultrapassar ± 1 LU", ou seja um decibel.

A metodologia aplicada pela ERC teve em conta um estudo, designadamente nos canais generalistas, solicitado à empresa AcustiControl, uma consultora em engenharia acústica e de controlo de ruído.

Na directiva publicada no seu site esta quinta-feira, a ERC sublinha ainda que actualmente estão "amplamente disponíveis no mercado" "softwares" que permitem medir os "valores de nível de sensação de intensidade auditiva". E recomenda que "produtores, operadores televisivos e distribuidores recorram a estes equipamentos para assegurar o cumprimento das exigências legais". 

 




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mais votado 5640533 10.03.2016

Até que enfim! E se os telespectadores reclamam há muitos anos por que a ERC não se mexeu até agora? Todos os reguladores são principescamente pagos para não fazer NADA.

comentários mais recentes
Anónimo 21.03.2016

E quando se irá fazer algo para acabar ou reduzir a xaxada dos 760? é que são mesmo insuportaveis.

Manolo 11.03.2016

As leis sobre a poluição sonora deviam ser mais rigorosas.
E serem cumpridas !!!

5640533 10.03.2016

Até que enfim! E se os telespectadores reclamam há muitos anos por que a ERC não se mexeu até agora? Todos os reguladores são principescamente pagos para não fazer NADA.

Jose 10.03.2016

Finalmente alguma coisa se faz nesta pouca vergonha do aumento de som na publicidade.

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