No dia em que assinala o fim das emissões analógicas de televisão em Portugal, o presidente da Anacom lembra que "a migração vai continuar" e que "não desvaloriza nenhuma reclamação".

"Estamos a mudar definitivamente o tipo de televisão que tivemos até hoje. Não estamos a comemorar nada, isto não é uma festa", começou por dizer, durante a sessão que decorreu nas instalações da Anacom, no Porto.
"Estamos a fazer o encerramento de um tipo de televisão. É um sinal de responsabilização de todos os que estão envolvidos neste projecto", acrescentou.
José Amado da Silva frisou que "a migração vai continuar" depois do desligamento do sinal analógico, a última etapa deste processo, que arrancou no terreno em Maio do ano passado, em Alenquer.
"Muitos portugueses não se terão preparado e vamos continuar preocupados e atentos aos que não o fizeram ainda", insistiu.
Para o presidente da reguladora, a Anacom "tem andado preocupada, ao contrário do que se tem dito". "Vamos continuar a ter a preocupação com essas pessoas" que não se preparam a tempo para a migração, atestou.
"Não desvalorizamos nenhuma reclamação, apenas dizemos que isto não foi o caos", acrescentou, exemplificando com o caso inglês, que tem sido mais problemático.
Amado da Silva mostrou-se satisfeito com a forma como decorreu todo o processo, admitindo que no início receou "como é que os portugueses, que estão a viver tantas dificuldades, iriam reagir".
Presente na mesma cerimónia, o administrador da PT, Alfredo Baptista, considerou esta migração para a TDT como "estrutural" para o País.