Amado da Silva: "Vamos continuar atentos" à migração para a TDT
26 Abril 2012, 13:08 por António Larguesa | alarguesa@negocios.pt
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No dia em que assinala o fim das emissões analógicas de televisão em Portugal, o presidente da Anacom lembra que "a migração vai continuar" e que "não desvaloriza nenhuma reclamação".
"Estamos a mudar definitivamente o tipo de televisão que tivemos até hoje. Não estamos a comemorar nada, isto não é uma festa", começou por dizer, durante a sessão que decorreu nas instalações da Anacom, no Porto.

"Estamos a fazer o encerramento de um tipo de televisão. É um sinal de responsabilização de todos os que estão envolvidos neste projecto", acrescentou.

José Amado da Silva frisou que "a migração vai continuar" depois do desligamento do sinal analógico, a última etapa deste processo, que arrancou no terreno em Maio do ano passado, em Alenquer.

"Muitos portugueses não se terão preparado e vamos continuar preocupados e atentos aos que não o fizeram ainda", insistiu.

Para o presidente da reguladora, a Anacom "tem andado preocupada, ao contrário do que se tem dito". "Vamos continuar a ter a preocupação com essas pessoas" que não se preparam a tempo para a migração, atestou.

"Não desvalorizamos nenhuma reclamação, apenas dizemos que isto não foi o caos", acrescentou, exemplificando com o caso inglês, que tem sido mais problemático.

Amado da Silva mostrou-se satisfeito com a forma como decorreu todo o processo, admitindo que no início receou "como é que os portugueses, que estão a viver tantas dificuldades, iriam reagir".

Presente na mesma cerimónia, o administrador da PT, Alfredo Baptista, considerou esta migração para a TDT como "estrutural" para o País.
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