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Cofina formaliza à ERC interesse em canal em sinal aberto na TDT

A Cofina, dona da CMTV, do Correio da Manhã e do Jornal de Negócios, entre outros títulos, formalizou esta semana junto da ERC "o desejo de concorrer" a futuros concursos para canais em sinal aberto na TDT.
Cofina formaliza à ERC interesse em canal em sinal aberto na TDT
Lusa 20 de setembro de 2013 às 19:38

Em carta a que a Lusa teve acesso, datada de 13 de Setembro, e assinada pelo próprio líder da Cofina, Paulo Fernandes, o grupo comunica à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que "desde já manifesta e formaliza o desejo de concorrer a futuras concessões de alvará para televisão FTA [Free-to-air, televisão em sinal aberto] no quadro da TDT [Televisão Digital Terrestre], comprometendo-se a apresentar um projecto de interesse nacional, com qualidade técnica, privilegiando a produção nacional e a língua portuguesa".

 

ERC e Cofina confirmaram à Lusa a recepção e o envio da carta, sendo que fonte oficial do grupo de comunicação social reservou para "momento oportuno" eventuais comentários sobre o interesse de possuir um canal aberto na TDT formalizado ao regulador. 

 

A Cofina fez ainda saber à ERC que "discorda da opinião de que o mercado, nas condições recessivas actuais, não comporta mais canais FTA", defendida publicamente em várias ocasiões pelos donos da SIC e da TVI, durante todo o período em que o Governo manteve em aberto a intenção de privatizar ou concessionar uma das duas frequências da RTP em sinal aberto.

 

"Pelo contrário", escreve Paulo Fernandes, a Cofina "entende que só o aparecimento de novas propostas poderá continuar a cativar o interesse do público e dos investidores publicitários e evitar a migração de ambos para outros formatos".

 

A Cofina recorda que, "mau grado a conjuntura adversa", lançou recentemente na plataforma MEO um canal de televisão generalista, o CMTV, que difunde diariamente cerca de 12 a 14 horas de produção própria, em sinal de alta definição (HD), totalmente em português, tendo para o efeito criado "80 postos de trabalho".

 

O grupo manifesta-se por isso "em condições para poder desenvolver um projecto credível e sustentado de canal FTA no quadro da TDT, quer a nível de conteúdos, quer a nível de 'expertise' tecnológica".

 

A Cofina alega finalmente estar "penalizada na sua concorrência com os restantes grupos de media de relevo, porque justamente não possui um canal FTA, atento o facto de mais de 75% do investimento publicitário em Portugal ser feito neste tipo de televisão".

 

Paulo Fernandes deixa finalmente claro o "empenhamento" da Cofina "em ser parte integrante do futuro próximo da TDT em Portugal, seja em versão 'standard' ou desejavelmente em HD".




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