OPA ES Saúde A um dia do fim da OPA, administração da ES Saúde volta a dizer sim à Fidelidade

A um dia do fim da OPA, administração da ES Saúde volta a dizer sim à Fidelidade

A contrapartida de 4,82 euros já era "aceitável" para a administração da Espírito Santo Saúde. O mesmo é dito, agora, com o preço por acção nos 5,01 euros. A operação termina esta terça-feira.
A um dia do fim da OPA, administração da ES Saúde volta a dizer sim à Fidelidade
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 13 de outubro de 2014 às 17:56

A administração da Espírito Santo Saúde voltou a mostrar-se favorável à oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Fidelidade. A indicação positiva já tinha sido dada quando a contrapartida paga era de 4,82 euros. É a mesma agora que o preço foi elevado para 5,01 euros.

 

"Continua este conselho de administração a considerar aceitável a contrapartida agora oferecida, mantendo também os membros do conselho de administração da ESS que são simultaneamente accionistas da ESS a intenção de aceitar a oferta", aponta o comunicado publicado esta segunda-feira, 13 de Outubro.

 

O conselho de administração da empresa prestadora de cuidados de saúde tinha de se pronunciar novamente sobre a operação, dado que a seguradora elevou a contrapartida, numa movimentação feita para superar a oferta privada, feita fora de bolsa, da americana UnitedHealth, que pagava 5 euros por acção que a Rio Forte tinha na ES Saúde. A nova posição da administração foi tomada, por todos os administradores presentes na reunião realizada a 13 de Outubro.

 

O relatório sobre a oportunidade e as condições da oferta inicial foi aprovado a 29 de Setembro. A 13 de Outubro, "vem o conselho de administração, nos termos do artigo 181.º, n.º 1 do Código dos Valores Mobiliários, reiterar o conteúdo e conclusões contidas no referido relatório do conselho de administração relativamente à oportunidade e às condições da oferta".


Nesse documento, em primeiro lugar, o ponto de destaque da ES Saúde foi o facto de haver uma estabilidade accionista, já que o Grupo Espírito Santo, actualmente em dificuldades financeiras, deixará de ser o accionista maioritário – o que permite uma "gestão estratégica de médio e longo prazo". O "alinhamento estratégico" entre a Fidelidade e a gestão de Isabel Vaz também foi elogiado no documento.

 

A ausência de impacto nos trabalhadores e sem concentração de empresas do mesmo sector foi outro dos factores referidos pela administração encabeçada por Diogo de Lucena. Já sobre o mercado segurador, o conselho de administração da dona do hospital da Luz admitiu que, se a empresa for adquirida pela Fidelidade, o mercado segurador "poder[ia] alterar a situação actual do mercado segurador e demais entidades pagadoras".

 

A OPA da Fidelidade – que deixou para trás os concorrentes da Ángeles, José de Mello Saúde e UnitedHealth – termina esta terça-feira, 14 de Outubro. Os resultados serão conhecidos a 15.




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