OPA ES Saúde Afinal, BES "mau" pode ganhar até 60 milhões de euros com OPA da Fidelidade à ES Saúde

Afinal, BES "mau" pode ganhar até 60 milhões de euros com OPA da Fidelidade à ES Saúde

O BES passou a ter 3,38% da ESS na semana passada, quando executou um penhor sobre o ESFG. O que permite que arrecade directamente com a OPA da Fidelidade cerca de 16 milhões de euros, a juntar aos 44 que consegue de forma indirecta.
Afinal, BES "mau" pode ganhar até 60 milhões de euros com OPA da Fidelidade à ES Saúde
Diogo Cavaleiro 13 de outubro de 2014 às 20:41

O veículo financeiro que ficou com os activos problemáticos do Banco Espírito Santo – e que herdou também o nome – pode arrecadar até 60 milhões de euros caso aceite a oferta pública de aquisição (OPA) que a Fidelidade lançou sobre a Espírito Santo Saúde. Um valor que consegue tanto por via da participação indirecta, conseguida através da Espírito Santo Health Care Investments, como por via de participação directa.

 

Essa posição directa do BES "mau" sobre a ES Saúde foi anunciada publicamente esta segunda-feira, 13 de Outubro. "A apropriação da titularidade das acções, no âmbito de execução de contrato de penhor financeiro sobre as mesmas" é a razão pela qual o BES tenha ficado com 3,38% da dona do Hospital da Luz. Esta posição de 3,38% era a que o Espírito Santo Financial Group tinha ficado no capital da ES Saúde – que deverá ter sido dada como penhor e, agora, executada pelo BES.

 

Vendendo as mais de 3,2 milhões de acções que tem da ES Saúde, o BES "mau" poderá conseguir 16,2 milhões de euros na OPA lançada pela Fidelidade, já que a seguradora paga 5,01 euros por cada título da empresa prestadora de cuidados de saúde.

 

Estes 16,2 milhões de euros vão juntar-se aos 44,7 milhões de euros que o veículo (que ficou com os activos que não integraram o Novo Banco) consegue pela posição indirecta na ES Saúde. A Espírito Santo Health Care Investments é controlada pela Rio Forte mas o ESFG tinha uma participação de 17,74% do seu capital – pelo que deverá receber um encaixe correspondente com o sim anunciado na OPA da Fidelidade. Também neste caso, o BES "mau" conseguiu este valor porque ficou com um crédito sobre o ESFG que tinha uma garantia que lhe dá direito sobre aquela participação.

 

A participação directa do BES na ESS foi assumida pelo presidente Luís Máximo dos Santos a 7 de Outubro, pelo que aquela entidade deverá permanecer como accionista da dona do Hospital da Luz durante poucos dias. Termina esta terça-feira, 14 de Outubro, a oferta lançada pela seguradora controlada pelos chineses da Fosun.




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