A Semana
11 Agosto 2011, 10:42 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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O volume de negócios no sector dos serviços registou, em Junho passado, uma quebra homóloga de 9,3 por cento, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pela Lusa.
Conjuntura
Serviços com quebra de 9,3%

O volume de negócios no sector dos serviços registou, em Junho passado, uma quebra homóloga de 9,3 por cento, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pela Lusa. Segundo os Índices de Volume de Negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos serviços, no conjunto do segundo trimestre de 2011, a variação homóloga foi de menos 5,3 por cento.

O emprego e as horas trabalhadas ajustadas dos efeitos de calendário também diminuíram em termos homólogos, 1,9 por cento e 2,7 por cento, respectivamente, enquanto as remunerações brutas aumentaram 1,0 por cento. A área de comércio por grosso, reparação de veículos automóveis e motociclos apresentou uma diminuição homóloga de 12,1 por cento em o que, segundo o INE, se traduz num contributo de menos 7,4 pontos percentuais para a variação homóloga do índice total. Os transportes e armazenagem apresentaram numa taxa de variação de 0,1 por cento, o alojamento, restauração e similares de menos 0,5 por cento, e o imobiliário de menos 12,2 por cento.

A variação mensal do volume de negócios nos serviços, ajustado dos efeitos de calendário e da sazonalidade, situou-se em menos 3,1 por cento em Junho (variação negativa de 1,9 por cento no mês anterior). Relativamente ao emprego, os serviços registaram uma diminuição de 1,9 por cento em termos homólogos (variação de menos 1,6 por cento em Maio) e no comércio por grosso, reparação de veículos automóveis e motociclos menos 0,6 por cento.

No alojamento, restauração e similares e actividades administrativas e dos serviços de apoio, registaram-se contributos para a variação do índice agregado de menos 0,4 pontos percentuais, diminuindo 2,1 por cento e 2,0 por cento, respectivamente. Em relação às remunerações, os dados do INE indicam que se registou nos serviços uma variação homóloga de um por cento.


Os índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos serviços, no conjunto do segundo trimestre de 2011, registaram uma descida de 5,3%.





Dormidas crescem 13% em Junho

Os estabelecimentos hoteleiros registaram, em Junho passado, quatro milhões de dormidas, mais 13 por cento do que no mês homólogo de 2010, beneficiando do aumento de turistas brasileiros e britânicos, segundo o INE. De acordo com o índice de actividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pela Lusa, as dormidas de residentes cresceram 4,7 por cento e as dos não residentes subiram 17,8 por cento, "resultado para o qual contribuíram os principais mercados emissores, com destaque para o brasileiro e o britânico cujo crescimento conjunto ultrapassou os 25,5 por cento".

As receitas totais atingiram 194,5 milhões de euros, representando uma subida homóloga de 14,1 por cento. No período de Janeiro a Junho de 2011, os estabelecimentos hoteleiros acolheram 6,3 milhões de hóspedes.



Crise
Três falências por dia na construção

Mais de três empresas do sector da construção apresentaram em média, por dia, processos de insolvência durante o primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados pela Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS) e citados pela Lusa. Na análise de conjuntura de Agosto, a AECOPS afirma que as insolvências "cresceram 13 por cento" no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2010. Segundo a associação, as insolvências do sector da construção representam cerca de 19 por cento do total de 3.104 processos registados nos primeiros seis meses deste ano. Contas feitas, o sector da construção foi responsável por 589 insolvências, o que corresponde a uma média diária de mais de três processos no primeiro semestre.




Procura de petróleo vai baixar

A Agência Internacional de Energia (AIE) referiu que a manutenção dos preços elevados do petróleo e a desaceleração da economia mundial reduziram "dramaticamente" a procura de "crude" nos últimos meses, revendo em baixa as previsões para 2011. No relatório mensal sobre o mercado do petróleo, citado pela Lusa, a AIE reduziu em 100 mil barris diários as previsões de procura para este ano, mas precisou que as previsões da procura para 2012 estarão fortalecidas pela necessidade energética do Japão. A AIE aponta para uma procura de 89,5 milhões de barris por dia em 2011 e de 91,1 milhões de barris por dia em 2012. A agência assinala que o preço do petróleo perdeu entre 12 e 15 dólares desde o início de Agosto devido aos crescentes receios sobre a dívida soberana nos Estados Unidos e o eventual impacto que esta terá na economia mundial.


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