Explorer só assume 3,5 milhões de dívida e injecta até 4,5 milhões na Ambar
15 Outubro 2013, 19:46 por Rui Neves | ruineves@negocios.pt
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A Explorer Investments só injecta dinheiro na Ambar, via Fundo Revitalizar Norte, se a dívida financeira da empresa for reduzida a 3,5 milhões de euros. Os credores têm dez dias para decidirem se aprovam ou chumbam o plano de recuperação.

Conforme o Negócios avançou na sua edição desta terça-feira, 15 de Outubro, a capital de risco Explorer Investiments manifestou, na assembleia de credores da Ambar, o seu interesse em salvar a emblemática empresa de produtos de papelaria e manter 105 dos actuais 142 trabalhadores.

 

A entrada da Explorer na Ambar seria realizado através do Fundo Revitalizar Norte, que está disponível para injectar inicialmente 1,5 milhões de euros para promover o crescimento e modernização da empresa, podendo chegar aos 4,5 milhões em três anos.

 

Mas impõe uma condição: a dívida financeira seja reduzida a 3,5 milhões de euros, o que implica um perdão de créditos substancial e uma forte  reestruturação financeira.

 

Nesse sentido, o plano prevê a revogação do contrato de locação imobiliária celebrado com o BCP e a entre ao mesmo credor do imóvel da Ambar. Pela revogação do contrato e entrega do imóvel, propõe-se que o banco dê quitação de 3,3 milhões de euros aos créditos em dívida com este banco, fixando a dívida remanescente em 500 mil euros, valor a amortizar em prestações mensais.

 

Um outro imóvel da empresa seria entregue ao proprietário Turismo Fundos, reduzindo desta forma a dívida da Ambar em 5,5 milhões de euros.

 

O capital social seria reduzido a zero, aumentando para 1,5 milhões de euros, os quais seriam subscritos pelo Fundo Revitalizar Norte.

 

Dos 18,6 milhões reconhecidos, os créditos da accionista Isabel Barbosa (filha e herdeira do fundador da Ambar), da ordem dos 4,5 milhões de euros, são apagados por serem subordinados.

 

Na assembleia de credores, que decorreu esta terça-feira no Tribunal do Comércio de Gaia, foi decidido que os credores têm 10 dias para votar por escrito o plano de recuperação da empresa. Três dos mais de 100 trabalhadores presentes na assembleia optaram por, de imediato, votar a favor do plano.

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