Start-ups Calçado para andar descalço vence prémio de indústrias criativas

Calçado para andar descalço vence prémio de indústrias criativas

O concurso promovido pela Super Bock e Fundação de Serralves foi ganho este ano pela marca Iguaneye. Um software já usado em Hollywood e um acessório físico para tablets levam também fama e dinheiro para casa.
Calçado para andar descalço vence prémio de indústrias criativas
António Larguesa 20 de julho de 2017 às 21:00

Inspirada na protecção para os pés criada pelos índios da Amazónia, a marca Iguaneye conquistou o 9.º Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock / Serralves, anunciado esta quinta-feira, 20 de Julho, durante um evento sobre empreendedorismo realizado nos jardins da fundação portuense.

 

Com o slogan "liberta os meus pés" e promovido como uma alternativa mais confortável e segura aos chinelos de dedo ("flip-flops"), este produto incorpora uma palmilha amovível de cortiça e couro que absorve a transpiração, sendo fabricado em Vila Nova de Gaia a partir de um material muito flexível (elastómeros) que simula o efeito de andar descalço.

 

O projecto Iguaneye, integrado na categoria Arquitectura e Artes Visuais, vai receber um prémio de 15 mil euros e sucede assim à Noocity, que no início deste ano instalou uma cama de cultivo com plantas e ervas aromáticas no Palácio de Belém. Em Novembro, a start-up fundada pelo designer Olivier Taco no seio da Universidade do Porto vai representar Portugal na Creative Business Cup, em Copenhaga (Dinamarca), considerada a maior competição internacional na área das indústrias criativas.

 

IGUANEYE Teaser from IGUANEYE on Vimeo.

 

Além deste calçado, que já está a ser comercializado em vários mercados externos, do Japão aos Estados Unidos, passando pela Noruega, Tailândia e República Checa, a organização do concurso distinguiu outros dois projectos – o Sound Particles e o WonderCover, que levaram para casa um prémio pecuniário de sete mil e de três mil euros, respectivamente.

 

Usado já por grandes estúdios de Hollywood – Universal, WarnerBros, Fox, Sony ou Paramount – em filmes como Batman v Superman, Ninja Turtles 2, A Grande Muralha ou Ghostbusters, o Sound Particles é um software 3D para áudio que "permite a criação de milhares de sons em simultâneo e efeitos sonoros de elevada complexidade". Recebeu também a distinção "Born from Knowledge", da Agência Nacional de Inovação, um dos parceiros do concurso.

 

O WonderCover, que ficou no terceiro lugar, trata-se de um acessório físico para tablets, associado a aplicações móveis, que tenta mimetizar jogos sociais sem representação digital. É descrito pelos promotores como "o primeiro acessório para dispositivos móveis que permite a utilização simultânea de um único tablet por parte de um grupo de utilizadores locais em jogos e actividades que impliquem ocultação de informação entre os intervenientes".

 

O WonderCover surgiu como uma nova fórmula de jogo, que mimetiza e explora jogos sociais que não tinham uma completa representação digital.
O WonderCover surgiu como uma nova fórmula de jogo, que mimetiza e explora jogos sociais que não tinham uma completa representação digital.

 

Nas contas da Unicer, a empresa de bebidas que detém a marca Super Bock, nas nove edições deste prémio para indústrias criativas já foram apoiadas mais de sete dezenas de projectos, entre um total de cerca de duas mil candidaturas. Este ano, do grupo de finalistas fizeram ainda parte os projectos Night Out, City Check, Open Museum, Rádio Miúdos, Data Tailors, Birdadvisor 360º e ICE – In case of Emergency.

Da história deste concurso, que culminou esta tarde após uma conferência do guru Muti Randolph e de um debate sobre o desenvolvimento de ecossistemas criativos, fazem parte empresas como a plataforma de alojamentos Uniplaces, a aveirense Musikki, já apontada como "o IMDb da música", a aplicação para praticantes de golfe Hole19, ou a Beesweet, com a qual duas primas de Estarreja "picaram" a herança do mel aromatizado.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub