Start-ups Paddy Cosgrave: “Abrimos escritório em Lisboa porque há talento"

Paddy Cosgrave: “Abrimos escritório em Lisboa porque há talento"

O CEO do Web Summit anunciou que a empresa vai abrir um escritório em Lisboa, o primeiro fora da Irlanda. Algo que classificou como "decisão correcta”.
Paddy Cosgrave: “Abrimos escritório em Lisboa porque há talento"
Ana Laranjeiro 21 de setembro de 2016 às 20:47

"Vamos abrir o nosso primeiro escritório fora de Dublin e vai ser em Lisboa". A notícia foi dada por Paddy Cosgrave, CEO do Web Summit, que esteve esta quarta-feira no Road2Web Summit, um evento em que foram divulgadas as 66 start-ups que vão representar Portugal no evento que arranca a 8 de Novembro na capital. Em conferência de imprensa após o evento, Cosgrave salientou que a empresa organizadora deste evento já contratou profissionais portugueses "incríveis". Por isso, "penso que é a decisão correcta abrir um escritório em Lisboa, há tanto talento a nível de engenharia, em particular. Tenho a certeza que há algumas pessoas que trabalham para mim em Dublin que adorariam vir trabalhar para Lisboa". A "casa" do Web Summit em Lisboa vai ser no Hub Criativo do Beato (Lisboa), onde decorreu o evento.

Aos jornalistas, o líder da conferência de empreendedorismo e tecnologia assinalou que, pelo menos para já, esperam contratar cerca de uma dúzia de profissionais em Portugal. Contudo, não fechou a porta a que esse número possa crescer.


Na edição deste ano, há 20 sub-conferências, cada uma dedicada a um tema, no âmbito do Web Summit. Paddy Cosgrave justifica: "a tecnologia costumava ser apenas um computador feio que estava na tua secretária e que não estava ligado a nada". "Depois chegou a internet e o computador feio ficou ligado à internet. E depois a tecnologia começou a levar disrupção de todas as indústrias, tal como moda, desportos, música. Há 15 anos houve uma onda inicial na música e não funcionou. Agora temos o Spotify, o SoundCloud e há muita inovação. Acho que todas estas pessoas deviam estar aqui".


Em Outubro, vai ser apresentada uma aplicação web, que vai permitir fazer várias coisas como planear o Web Summit e interagir com outros participantes, assinalou ainda o líder do evento.

300 milhões de investimento global


O primeiro-ministro, António Costa, marcou presença no evento e destacou que recentemente foram abertas duas linhas de financiamento. "Uma para Business Angels, no valor de 26 milhões de euros. E uma outra para capital de risco. Essas duas linhas visam alavancar um investimento global superior a 300 milhões de euros. São as duas maiores linhas alguma vez abertas", assumiu.


Durante o evento foi também anunciado a abertura das candidaturas para o Vale de Incubação e para o Startup Voucher. Ambas as medidas integram a estratégia nacional de empreendedorismo, que se chama Startup Portugal.

Os Vales de Incubação querem apoiar e promover a integração de empreendedores no ecossistema, através da contratação de servidos fornecidos por incubadoras de start-ups. Trata-se de um apoio de cinco mil euros por candidatura aprovada. Sendo que o montante global destinado a esta medida são 10 milhões de euros. O regulamento desta medida e as candidaturas estão disponíveis no site do Balcão2020 até 30 de Dezembro de 2016. As start-ups que tenham acesso a este Vale podem usá-lo em incubadoras certificadas pelo IAPMEI.


O Startup Voucher visa apoiar projectos empreendedores na fase da ideia. É uma bolsa de quase 700 euros mensais (691,70 euros mensais), concedida durante um ano. A Rede Nacional de Incubadoras vai ser responsável pela selecção de projectos a apoiar. Podem candidatar-se todos os jovens com menos de 35 anos, preferencialmente com o 12º ano de escolaridade, que quando se candidatem estejam a viver em Portugal ou no estrangeiro e que pretendam criar uma start-up em Portugal.

 




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