Tecnologias A robotização e a inteligência artificial vão acelerar em 2018?

A robotização e a inteligência artificial vão acelerar em 2018?

Haverá cada vez mais processos, aplicações e produtos com inteligência artificial. Mas ainda se antecipam efeitos positivos. Até porque haverá emprego criado para responder a estes desenvolvimentos tecnológicos.
A robotização e a inteligência artificial vão acelerar em 2018?
Bruno Simão/Negócios
Alexandra Machado 29 de dezembro de 2017 às 13:00
Teve impacto a declaração no Web Summit da robô Sophia de que os humanóides não vão destruir o mundo, mas vão roubar os empregos. Uma realidade que já se vai fazendo notar em alguns sectores, e que vai continuar. Portugal estará mais exposto por ter muito emprego não qualificado. O "think tank" Bruegel calculou em 2014 que o risco de computerização em Portugal ascende a 58,9%.

A nível global, a McKinsey projectou que, em menos de 40 anos, vão desaparecer 1,2 mil milhões de empregos, sendo que 62 milhões de postos de trabalho serão automatizados na Europa até 2055.

Para já, a Fujitsu antecipa um efeito positivo da inteligência artificial (IA) na força laboral. É que "todo um novo mercado de empregos baseados em IA irá emergir, e a tecnologia não será ainda suficiente para substituir de forma significativa a mão-de-obra humana", assinala nas projecções para o próximo ano Joseph Reger, da empresa tecnológica, que, no entanto, antecipa que "à medida que os sistemas de IA forem automatizando cada vez mais os empregos tradicionais, tal poderá mudar e transformar-se num desafio até 2020".

Para Portugal, a IDC prevê que, em 2020, 30% das iniciativas de transformação digital tenham incorporado algum tipo de inteligência artificial e que quase 50% das aplicações empresariais comercializadas envolvam IA. Além disso, refere Gabriel Coimbra, da IDC, prevê-se que 20% dos novos robôs industriais tenham sistemas de IA para desenvolverem análise preditiva, autodiagnóstico, aprendizagem entre pares, etc.

E é para atingir estes números que há investimentos a serem feitos pelas empresas na automatização e processos inteligentes. Um inquérito da Fujitsu dá conta que, a nível mundial, cerca de metade dos líderes empresariais pretende investir na internet das coisas (51%) e na inteligência artificial (47%) nos próximos doze meses. Mas, alerta a Fujitsu, "as empresas vão precisar de enfrentar desafios que vão muito para além da tecnologia". As competências digitais dos seus empregados são um desses desafios. Mas antecipa-se com este novo mundo mudanças ao nível de modelos de negócio. Há sectores particularmente expostos, como o financeiro ou o do retalho. Com a emergência da robotização e da inteligência artificial, o debate ético tende, também, a aumentar.



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mais votado Anónimo 29.12.2017

Não em Poortugal. Se preciso for até mandam abrir estradas com recurso a paus de gelado para empregar o maior número possível de cidadãos.

comentários mais recentes
bucks 29.12.2017

Vai acabar o emprego e isso e bom. So vao trabalhar alguns.

Anónimo 29.12.2017

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros. Agora, sem fazer nada disto e sem obedecer a estas regras económicas, também se pode decretar salário de 2000 para os 200. Enquanto der.

Anónimo 29.12.2017

O investimento relacionado com a economia portuguesa, maioritariamente estrangeiro mas também de origem nacional, deslocou-se para a especulação com a dívida uma vez que a mentira de Centeno pegou. Agora, as mais-valias com a dívida vão realizar-se mas o novo investimento aqui direccionado vai mudar-se para as economias que, indo ao revés da fantasia enganosa de Centeno, fizeram e continuam a fazer reformas sérias e oportunas com vista à flexibilização, modernização e liberalização dos mercados de factores e de bens e serviços de modo a poderem optimizar a criação de valor nessas economias de forma justa e sustentável. Poortugal das esquerdas unidas resume-se a uma grande oportunidade de cariz especulativo com a dívida da República Portuguesa, o bitcoin das dívidas soberanas. Cuidado quando os especuladores começarem a despejar quer o bitcon quer os títulos da dívida portuguesa.

Anónimo 29.12.2017

Não em Poortugal. Se preciso for até mandam abrir estradas com recurso a paus de gelado para empregar o maior número possível de cidadãos.